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AFP
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FMI reduz previsão para alta do PIB do Brasil em 2014 e 2015

Com piora na confiança de consumidores e empresários, Fundo prevê crescimento de 1,3% da economia neste ano e 2% em 2015

Reuters

24 de julho de 2014 | 14h37

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções de crescimento do Brasil para este ano e o próximo, citando aperto nas condições financeiras e a deterioração da confiança dos consumidores e dos empresários.

Pelo seu relatório Perspectiva Econômica Global publicado nesta quinta-feira, o FMI previu que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 1,3% em 2014 e 2% em 2015, com queda de 0,6 ponto percentual sobre as duas expectativas anteriores.

"No Brasil, condições financeiras mais apertadas e contínua fraqueza na confiança empresarial e do consumidor estão segurando o investimento e pressionando o crescimento do consumo", informou o FMI.

O quadro de confiança em baixa e atividade fraca tem sido corroborado diversos indicadores econômicos. No primeiro trimestre de 2014, a economia brasileira cresceu apenas 0,2% na comparação com o período imediatamente anterior. A indústria também tem perdido força, puxando a atividade para baixo.

Economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus esperam expansão de apenas 0,97% do PIB neste ano, com queda de 1,15% da produção industrial de por cento. Para 2015, o levantamento indica alta de 1,5% do PIB e de 1,7%  da indústria.

As projeções do governo brasileiro e do próprio BC são de crescimento de 1,8% e 1,6%, respectivamente. No ano passado, o PIB no país cresceu 2,5%.

O corte nas previsões do FMI para o Brasil também reflete o maior pessimismo do órgão em relação às perspectivas de crescimento global e dos mercados emergentes como um todo.

"Muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento ainda estão se ajustando às condições financeiras mais apertadas e ao custo de capital implícito mais alto desde maio de 2013, além de trajetórias de crescimento de médio prazo mais baixas", informou o Fundo.

Segundo o órgão, há necessidade urgente de reformas para fortalecer o crescimento potencial ou tornar o crescimento mais sustentável tanto em economias emergentes e avançadas.

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