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FMI reduz projeção de crescimento do Brasil para 2,5%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2012, que foi cortada de 3% para 2,5% na revisão anual da economia brasileira feita pela instituição. Para 2013, a projeção para o PIB brasileiro foi elevada de 4,1% para 4,5% de crescimento.

ANDRÉIA LAGO, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 13h48

No relatório sobre o Brasil, divulgado nesta sexta-feira, o FMI afirma que o País enfrentou a atual desaceleração na economia global razoavelmente bem por meio de um ciclo oportuno de relaxamento monetário e do compromisso com suas metas fiscais, mas diz que o governo precisa encorajar a poupança e o investimento para trazer o crescimento de volta ao seu curso.

No relatório, o Fundo destaca que o Brasil iniciou a queda da taxa Selic em agosto de 2011, trazendo uma das mais elevadas taxas de juros do mundo para 8% neste mês, mínima recorde para a economia brasileira. "Isso deverá ajudar a estimular o crescimento no segundo semestre deste ano", avalia o FMI.

Para o fundo, o compromisso do governo brasileiro com sua meta de superávit primário de 3,1% do PIB também deverá ajudar a estabilidade econômica, mas uma retirada oportuna das medidas de estímulo será necessária para manter a inflação sob controle no próximo ano, recomenda.

Com níveis de endividamento e inadimplência em alta, o Brasil precisa fazer mais para estimular a poupança de governo e consumidores e para encorajar o investimento dessa poupança, alerta. "O reequilíbrio da demanda do consumo para o investimento e as exportações líquidas ajudarão a garantir crescimento forte e equilibrado à frente e dar suporte à competitividade", defende o chefe da missão do FMI para o Brasil, Vikram Haksar, no comunicado.

No documento, o Fundo afirma que as taxas de investimento e poupança do Brasil ficam atrás daquelas de seus pares no G-20 mesmo quando se exclui a China, e elevar esses níveis ajudaria a reduzir a taxa de juros do País, favorecendo a competitividade. Com menos demanda por poupança externa, o Brasil poderá ver sua taxa de câmbio enfraquecer, impulsionando a competitividade, diz o FMI.

As reformas das aposentadorias do setor público em curso, que cortam "generosos benefícios", devem encorajar a poupança privada e tirar alguma pressão dos gastos do governo, diz o relatório, que afirma também que o País precisa desenvolver fontes de financiamento de longo prazo, encontrando alternativas ao BNDES, que atualmente domina o financiamento. O BNDES deverá se concentrar "no desenvolvimento de um mercado para financiamento de longo prazo e gradualmente desengajar-se de atividades comerciais, incluindo o financiamento às empresas de primeira linha que têm acesso a outros financiamentos", recomenda o Fundo.

A despeito das preocupações com o lento crescimento na Europa e China, que poderá diminuir a demanda pelas exportações de matéria-prima do Brasil e também restringir as fontes de financiamento, o País não está "especialmente vulnerável a contágios" da desaceleração quando comparado com outros países do G-20, resume o FMI. Na verdade, o Fundo apurou que os riscos ao seu cenário de crescimento do Brasil estão "amplamente equilibrados", com o financiamento dos bancos públicos domésticos ajudando a neutralizar o aperto nas condições globais de financiamento e os preços mais baixos de commodities. As informações são da Dow Jones.

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