FMI reduz projeção do crescimento potencial do Brasil para 2,5%

Para o Fundo, o País está focado no ajuste fiscal e monetário, mas também seria importante que fosse feita uma reforma estrutural

Altamiro Silva Junior e Daniela Milanese, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 17h47

WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a perspectiva de crescimento potencial do Brasil, uma projeção que aponta quanto o país poderia cresce sem gerar inflação. A projeção caiu de 3% para 2,5% ao ano, de acordo com economistas do Fundo.

Reformas estruturais seriam um dos fatores que ajudariam o Brasil a elevar o crescimento potencial, disse o economista e vice-diretor do departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Krishna Srinivasan. Por enquanto, o País tem se focado em um ajuste fiscal e monetário, destacou. "Não vemos muito foco na reforma estrutural", disse ele.

Questionado sobre o impacto da Petrobrás na economia brasileira, Srinivasan afirmou que tem se ressaltado muito no País o lado negativo do escândalo de corrupção, mas também há um lado positivo. "O Judiciário tem sido independente e tem conduzido as investigações. As instituições no Brasil são muito fortes." 

Para o economista do FMI, a continuidade das investigações na Petrobrás e a resolução dos problemas na empresa vão ajudar a reduzir a incerteza e elevar a confiança dos investidores no Brasil. "Não vamos nos focar só no lado negativo, mas também nos positivos." 

Nesta sexta-feira, 17, o FMI também se pronunciou a situação econômica do Brasil. Para o Fundo, o País tem de ir além do ajuste fiscal. O FMI disse que Brasil é um dos países que precisa de reformas para crescer e "evitar a armadilha da mediocridade".

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