FMI: ritmo de recuperação da AL e África é boa surpresa

A velocidade da recuperação da América Latina e da África depois da crise econômica global veio como uma surpresa bem-vinda, afirmou o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. "Quando você olha para a América Latina e a África, você se surpreende", disse em discurso na Escola de Economia de Varsóvia, na Polônia. "A América Latina no passado fez parte do mundo onde sempre havia problemas. Mas, desta vez, eles não foram tão atingidos pela crise. Como seus bancos não estão muito interligados com o sistema financeiro global, eles foram protegidos. Não imunes, mas protegidos", disse.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

29 de março de 2010 | 11h55

Strauss-Kahn também elogiou as economias latino-americanas por já terem o "conceito correto" bem antes do surgimento da maior crise global desde a Grande Depressão, em 1929. "Políticas e instituições sólidas importam quando você enfrenta uma turbulência", observou. "Portanto, para surpresa de muitos, a América Latina resistiu à crise relativamente bem", disse. "E, ainda mais surpreendentemente, ocorreu a mesma coisa com a África. Eu não estou dizendo que eles não foram atingidos pela crise. Eles foram duramente atingidos, mas estão se recuperando muito rapidamente", disse.

Grécia

Segundo Strauss-Kahn, o FMI não vai agir enquanto o governo grego não pedir assistência, mas está pronto para ajudar se esse pedido for feito. "Isso vai depender da Grécia. Nós não vamos nos mover antes de a Grécia nos pedir ajuda. Espero que eles não façam isso", disse. Ele acrescentou que as instituições e líderes da União Europeia disseram que desejam lidar com o problema de dívida da Grécia sozinhos, mas estão cientes de que um pacote do FMI está disponível caso seja necessário. O diretor-geral do FMI afirmou que a instituição "tem fornecido assistência técnica também ao sistema bancário grego". As informações são da Dow Jones.

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