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FMI se reúne com economistas de um eventual governo Menem

Embora as pesquisas de opinião argentinas apontem ampla vantagem do candidato Néstor Kirchner sobre o ex-presidente e candidato Carlos Menem no segundo turno, em 18 de maio próximo, a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu reunir-se com homem escolhido por Menem para ser ministro de Economia em seu eventual governo. John Dodsworth e John Thornton, os dois principais técnicos da missão, se encontrarão nesta tarde com o economista Carlos Melconian e seu sócio, Rodolfo Santangelo, para discutir a proposta econômica menemista. As informações são de fontes da equipe econômica da campanha do candidato.Lavagna é o cartão de apresentação de KirchnerUma pesquisa realizada pela Associação Cristã de Dirigentes de Empresa argentina (ACDE), revelou a desconfiança que os empresários têm sobre as condições de governabilidade do próximo presidente que tomará posse no dia 25 de maio próximo. Durante o VI Encontro Anual da associação, a pesquisa mostrou que 45% dos empresários presentes considera que a chance de governabilidade será "baixa", enquanto que 52% opina que resultará "média" e, apenas 3% acredita num "alto" poder de governabilidade.O questionário foi respondido com base numa opinião dos entrevistados de que o novo presidente será o governador de Santa Cruz, Néstor Kirchner, o candidato escolhido pelo presidente Eduardo Duhalde. O resultado confirma que apesar de aparecer como favorito das pesquisas de opinião, Kirchner não entusiasma os empresários dos mais diversos setores e associações, embora estejam "conformados" com a provável derrota do candidato favorito: Carlos Menem. No entanto, o empresário e ex-secretário de Indústria, Jávier Tizado, fez uma observação à Agência Estado que está bastante avaliada por seus colegas: "a Argentina pode começar rapidamente a entrar numa etapa de investimentos e, apesar de Kirchner ser desconhecido para nós, a continuidade de Roberto Lavagna em seu governo, se for eleito, dá um sinal de maior segurança e diminui nossa apreensão". Outro empresário completou a opinião de Tizado ao dizer que Lavagna é uma espécie de "credencial" para Kirchner. Mesmo aquele que tem queixas contra Lavagna reconhece que ele é um "bom economista e domou a crise", como o presidente da elétrica Edenor, Fernando Ponasso. "Só conhecemos o que Kirchner fez em Santa Cruz e que manteria Lavagna. Apesar de que o ministro não foi bom para nós", disse, referindo-se à negativa de Lavagna de negociar os aumentos das tarifas públicas das empresas privatizadas. "Para começar não está tão mal".

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