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FMI sugere que China reduza meta de crescimento

A China deve reduzir a sua meta de crescimento para o próximo ano para o patamar entre 6,5% e 7% para colocar a sua economia em uma base mais estável, defendeu o Fundo Monetário Internacional (FMI) em um relatório sobre o país divulgado há pouco. O texto alerta que um fracasso das reformas anunciadas pelo governo no final do ano passado poderia empurrar o crescimento para abaixo de 4% nos meados desta década, "com o risco considerável de uma desaceleração ainda mais acentuada".

AE, Estadão Conteúdo

31 de julho de 2014 | 01h42

O órgão disse também que o yuan continua "moderadamente desvalorizado" em até 10% na base efetiva real, uma estimativa que o governo chinês voltou a rejeitar como sendo baseada em uma metodologia defeituosa.

O FMI reiterou que a China deve crescer 7,5% este ano e 7% em 2015, uma projeção inalterada em relação à avaliação anterior. O órgão reconheceu o impacto de medidas direcionadas para estimular o crescimento, mas disse que as respostas do governo correm o risco de agravarem as vulnerabilidades da economia.

"A continuação de esforços para sustentar o crescimento por meio de crédito adicional e investimento poderia arruinar as recentes medidas tomadas para conter a vulnerabilidade da economia", informa o texto do órgão. "Como resultado, o risco de ajuste desordenado iria continuar a subir, especialmente porque o tamanho e a complexidade do sistema financeiro estão aumentando rapidamente."

O FMI defende ainda que uma rápida implementação de reformas no governo poderia impulsionar o crescimento global em até 0,2 ponto porcentual a médio prazo, enquanto uma falha nesse processo poderia empurrar o crescimento chinês para bem abaixo dos 4% em 2030.

O órgão afirmou que "uma teia de vulnerabilidade existe em setores-chave da economia", como a dívida de governos locais e o sistema bancário paralelo.

Em uma resposta oficial ao artigo que critica o câmbio no país, a China reconheceu que a sua disciplina fiscal precisa de aperto.

Mas o governo rejeitou a estimativa do FMI que o endividamento do país teria aumentado, que segundo o órgão teria passado para 54% do PIB este ano, ante 50% em 2012.

O governo chinês também disse que continua empenhado em atingir o crescimento de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com os riscos de uma correção de curto prazo "administráveis" no mercado imobiliário. Fonte: Market News International.

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