FMI teme queda de Duhalde e adia acordo, diz fonte

A Argentina corre o risco de não receber a ajuda do Fundo Monetário Internacional, mesmo que o governo consiga assinar o novo pacto fiscal com os governadores e aprovar o orçamento de 2002 com cortes. Apesar de estes dois pontos terem sido exigidos pelo FMI para um acordo que restabeleça o fluxo de ajuda financeira, já não são vistos como determinantes pelo organismo.Segundo informações de uma fonte de mercado muito ligada à equipe econômica, a grande desconfiança hoje do Fundo e da comunidade internacional diz respeito à situação institucional e política da Argentina.?O FMI teme que o governo de Eduardo Duhalde não resista a uma explosão social porque sua sustentação é muito débil, no meio do jogo político que arrastou o país para a crise?, disse a fonte.?Há uma orquestração pelas eleições antecipadas que não será contida, porque os interesses pessoais são poderosos e jogam contra o governo e o próprio país?, afirmou. A fonte cita os candidatos José Manuel de la Sota, Néstor Kirchner e Carlos Menem.Estes três políticos seriam alguns dos focos de desestabilização, porque criticam o governo e incitam a população a convocar eleições. Segundo esta fonte, ?o FMI não quer injetar mais dinheiro sem ter a segurança de que o governo não cairá uma semana depois de o dinheiro chegar?.Por isso, o organismo estaria dificultando o acordo, aguardando que a situação política se defina. Por outro lado, a fonte e outros analistas de mercado afirmam que Duhalde e sua equipe econômica ?Estão fazendo o que se pode fazer e estão no caminho correto, mas a insegurança política e social é tão grande que supera as iniciativas do governo?.Leia o especial

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