FMI teme queda do investimento externo em países pobres

Fundo pede ajuda aos países ricos para evitar interrupção na recuperação das nações subdesenvolvidas

Efe,

17 de setembro de 2009 | 13h48

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta quinta-feira, 17, que o investimento externo nos países pobres poderia cair 25% este ano, enquanto as remessas diminuiriam 10%, por isso pediu ajuda às nações ricas.

 

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O responsável do FMI fez uma chamada aos países avançados para que agora que a recuperação econômica está ganhando força, não se esqueçam do mundo em desenvolvimento e ajudem as nações pobres a saiam "rapidamente" da crise.

 

Strauss-Kahn disse que os países de menor renda sofreram mais que o previsto inicialmente devido à recessão mundial, apesar de serem "vítimas inocentes" da crise, já que tinham implementado uma boa política econômica.

 

Segundo o Fundo, o investimento direto externo nessas nações poderia cair 25% este ano, enquanto as remessas cairiam 10% e as exportações poderiam diminuir 16%.

 

"Prevejo uma recuperação em 2010", graças ao aumento da demanda internacional, disse o chefe do FMI, em discurso no Centro para o Desenvolvimento Mundial (CGD, em inglês), um instituto de estudos independente.

 

No entanto, o ex-ministro francês alertou que "o ritmo da recuperação mundial não está garantido e os países mais pobres poderiam sofrer os efeitos (da crise) durante anos".

 

Por isso, Strauss-Kahn apelou à solidariedade internacional, pois "essas nações precisam desesperadamente de financiamento adicional para ajudá-los a se recuperar e obter a margem de manobra suficiente que lhes permita superar esta crise".

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