FMI trava integração sul-americana, diz comunidade andina

As regras do FMI para o endividamento e os investimentos públicos dos países sul-americanos atrapalham os investimentos em infra-estrutura e a integração regional, de acordo com a Corporação Andina de Fomento (CAF). Representantes dos países sul-americanos começaram nesta quarta-feira a discutir a escolha de um conjunto de 22 projetos de integração, no valor de US$ 4,5 bilhões.O presidente da entidade, Enrique García, explicou que as regras do FMI para a região obrigam o lançamento, em apenas um ano, de todo o investimento relativo ao projeto realizado, ao contrário do previsto para outros países, como os europeus. Segundo García, estes países diluem os lançamentos das dívidas ao longo dos anos do projeto."Os critérios metodológicos que o fundo aplica para definir o que é um déficit fiscal não são homogêneos", afirmou. "Creio que há uma disposição favorável do Fundo para começar a rever este assunto". Para o presidente do BNDES, Carlos Lessa "o sentimento da maior parte dos gestores públicos, de que esta regra tem de ser modificada". Os representantes do BNDES e da CAF participam, até sexta-feira, de um seminário para estudar projeto de integração do continente.

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