FMI vê 2010 melhor e Banco Mundial queda maior em 2009

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima e de forma significativa sua previsão de crescimento da economia em 2010, disse uma fonte, e a ampliação do investimento chinês em maio alimentou esperanças em uma recuperação global.

LEAH SCHNURR E JASON SUBLER, REUTERS

11 de junho de 2009 | 16h56

Mas em um sinal de que as perspectivas sobre a economia não são claras, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o PIB global vai se contrair perto de 3 por cento neste ano, bem pior que a estimativa anterior de um declínio de 1,75 por cento.

"Embora a previsão seja de retomada do crescimento ao longo de 2010, o ritmo da retomada é incerto, e os pobres em muitos países em desenvolvimento vão continuar a ser castigados", disse Zoellick em comunicado divulgado antes da reunião dos ministros financeiros do Grupo dos Oito, na Itália.

Por outro lado, o FMI elevou a previsão de crescimento global em 2010 para 2,4 por cento, acima da estimativa de 1,9 por cento feita em abril, disse uma fonte do G8 a par da projeção mais recente.

"A estimativa aumentou graças ao impacto das medidas de estímulo tomadas nos últimos meses", disse a fonte, que teve acesso ao briefing do FMI com os números, preparado para o encontro do G8 que acontece no fim de semana.

As últimas mudanças nas previsões, ainda que sejam referentes a anos distintos, ilustra a dificuldade de se estimar um tempo para a recuperação econômica.

Indicadores globais têm dado sinais de melhora em meio à pior recessão global em seis décadas, e isso tem dado fôlego aos mercados acionários de março para cá.

Contudo, os mercados financeiros ainda estão receosos com a possibilidade de os pesados gastos de governos e as injeções de recursos por bancos centrais na economia levarem a um aumento da inflação.

MERCADO DE TRABALHO AINDA RUIM

Analistas também esperam que o mercado de trabalho continue complicado, com muitas perdas de empregos, mesmo com a retomada da economia.

Dados dos EUA sugeriram que a recessão pode estar ficando para trás. As vendas no varejo norte-americano aumentaram no mês passado, enquanto o número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu pela quarta semana seguida.

Uma queda recorde no PIB do Japão no primeiro trimestre também reforçou expectativas de que uma retomada será lenta, e autoridades europeias afirmaram que os empregos deverão voltar num ritmo mais devagar do que a economia.

"A economia (mundial) deve começar a voltar a território positivo em algum momento entre o fim deste ano e meados do próximo", disse nesta quinta-feira a empresários de Hong Kong o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Christian Noyer.

Noyer afirmou que o desemprego em alta poderá ainda afetar o consumo e as perspectivas de crescimento.

Enquanto isso, na China dados divulgados na quinta-feira mostraram que o investimento anualizado em ativos fixos em áreas urbanas acelerou para 32,9 por cento de janeiro a maio, ante 30,5 por cento de janeiro a abril, o que sugere efeitos do plano de estímulo econômico de Pequim.

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