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FMI vê crescimento da economia da América Latina, mas alerta para riscos

Novas previsões do fundo para o crescimento econômico na região - 3,7% em 2012 e 4,1% em 2013 - estão um pouco acima de suas próprias projeções três meses atrás

Renan Carreira, da Agência Estado,

25 de abril de 2012 | 16h29

BOGOTÁ - Nicolas Eyzaguirre, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), alertou hoje para os riscos de declínio das economias da América Latina, mesmo com o FMI elevando as previsões de crescimento econômico para as nações que fazem parte dessa região, às quais estão indo bem, com acesso fácil à financiamento e com os preços altos para as commodities que produzem.

A última projeção econômica regional do FMI para o Hemisfério Ocidental, divulgada hoje, sugere que os bons ventos econômicos na América Latina vão continuar a soprar. As novas previsões do FMI para o crescimento econômico na região - 3,7% em 2012 e 4,1% em 2013 - estão um pouco acima de suas próprias projeções três meses atrás.

Eyzaguirre, no entanto, disse que, embora o acesso fácil e barato a financiamento e os preços de commodities favoráveis possam persistir, eles provavelmente vão se dissipar ao longo do tempo. Ele exortou os países da América Latina a usar o atual ambiente com inteligência, e disse que os riscos globais elevados, como a crise da dívida na Europa, podem afetar as nações da América Latina, principalmente aquelas intimamente integradas com o sistema financeiro global, como Brasil, Chile e Colômbia.

"O desafio para muitos países é o de tirar vantagem desse ambiente para construir proteções, para aumentar a resiliência e a flexibilidade que os serviu tão bem nos últimos anos", disse ele.

Falando a repórteres em Bogotá, na Colômbia, Eyzaguirre também afirmou que o FMI espera que a Argentina chegue a um acordo com a Espanha sobre o controle da petrolífera YPF, controlada pela Repsol, que seja "viável" para a Argentina e "aceitável" para a Espanha. Ele afirmou que não entraria em detalhes porque esse é um assunto bilateral.

O FMI observou que as economias sul-americanas financeiramente integradas do Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai cresceram a uma média de 5,5% no ano passado, abaixo dos 6,5% em 2010. Essas taxas de crescimento fortes e constantes, segundo o FMI, apresentam um desafio para os bancos centrais da região.

"Eles precisam estar prontos para suportar condições de liquidez caso choques globais adversos se materializem", afirmou. "Por outro lado, precisam assegurar que as políticas monetárias continuem a ancorar as expectativas de inflação." As informações são da Dow Jones.

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