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FMI vê melhora na economia de Portugal, reformas ainda são necessárias

As perspectivas econômicas de Portugal no curto prazo estão melhorando à medida que o seu resgate internacional se aproxima de um fim, mas o país deve manter reformas como liberar o mercado de trabalho para evitar que Portugal volte a ter uma dívida crescente, disse o FMI.

Reuters

21 de abril de 2014 | 12h03

O FMI alertou em um relatório após a penúltima revisão sobre o resgate em fevereiro que o desemprego continua a ser "perturbadoramente alto" em mais de 15 por cento, mas disse: "A perspectiva de curto prazo continua a melhorar e o programa continua num bom caminho. A atividade e o emprego continuam a exceder as expectativas."

O FMI disse que o fato de Lisboa ter batido a meta de chegar a 5,5 por cento do PIB de déficit orçamental no ano passado, taxa que ficou em 4,9 por cento, contribui para o cumprimento da meta de 2014, de 4 por cento.

O programa de resgate da União Europeia e do FMI deve terminar formalmente em 17 de maio, mas a análise da última avaliação, a ser realizada em maio, e os pagamentos de tranche continuarão até o final de junho.

A recuperação econômica de Portugal começou no ano passado. Mas o FMI disse nesta segunda-feira que o governo precisava continuar mantendo seus gastos sob controle rígido, que suas necessidades de financiamento permanecem grandes, e que o crédito para a economia ainda tem que ser seriamente desbloqueado.

O FMI pediu ao governo para tornar mais fácil para os empregadores contratar e demitir e encorajar custos de energia mais competitivos para ajudar a reequilibrar a economia para a exportação.

(Reportagem de Andrei Khalib)

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