Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

FMI vê risco de crise global prolongada e distúrbios sociais em vários países

A economia global pode cair em uma crise prolongada, espalhando tensões sociais, se os governos não expandirem e implementarem os pacotes de estímulo prometidos, afirmou o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn ontem. O crescimento está desacelerando na China, à medida que a economia global sofre uma queda sem precedentes de produção e ruma para uma recessão, elevando os riscos de mais distúrbios civis como os vistos na Grécia, acrescentou.Sem urgência por parte dos governos, o início da recuperação econômica global no fim de 2009 e início de 2010 pode ser adiada. "Muito ainda precisa ser feito e, se esse trabalho não funcionar, será difícil evitar uma longa crise."Ele prevê protestos violentos se espalhando se o sistema financeiro não for reorganizado para beneficiar a todos e não apenas a elite. Strauss-Kahn pede que 2% do PIB mundial sejam usados em pacotes para relançar a economia do planeta, cerca de US$ 1,2 trilhão. "2009 será um ano muito difícil e os dados que iremos divulgar em janeiro serão provavelmente piores que os atuais", disse. "A possibilidade de uma recessão global está mesmo diante de nós." No dia 6 de novembro, o FMI previu que os países ricos sofreriam uma queda de 0,3% em seu PIB em 2009, a primeira contração simultânea de todas as economias desenvolvidas desde 1945. Já o mundial cresceria apenas 2,2%. Para o Brasil, a taxa de crescimento de 3% prevista para 2009 deve ser revista. Ele antecipou projeções globais que devem ser anunciadas em janeiro sobre a China, país deve crescer apenas 5% em 2009. Pelos cálculos do Banco Mundial, só para gerar postos de trabalho para o número crescente de pessoas que deixam o campo para trabalhar nas cidades, a China precisa crescer 5%. No relatório atual do FMI, a China teria uma alta de 8,5% de seu PIB em 2009, já abaixo da média da última década. Em 2008, o país irá crescer 9,7%. ESTÍMULOPara o FMI, embora incertezas limitem a eficácia de algumas medidas de política fiscal, os pacotes que governos em todo o mundo estão adotando podem ter impacto positivo, mas precisam ser mantidos por alguns meses. "Precisamos de apoio e mecanismos de estímulo que sejam grandes e diversificados e que possam ser utilizados por um ou dois trimestres'', pediu Strauss-Kahn.

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

16 de dezembro de 2008 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.