FMI vota na segunda as metas macroeconômicas da Argentina

A primeira revisão das metas macroeconômicas da Argentina, após a reestruturação da dívida pública, será votada pela diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) na próxima segunda-feira. A equipe econômica já conta com a aprovação dos números, já que todas as metas foram cumpridas, o que abriria caminho para um novo acordo com o FMI. Porém, ninguém se anima a fazer comentários vitoriosos. "Sempre surge uma exigência antes da votação que acaba tirando a trave do lugar e evita que marquemos o gol", queixou-se uma fonte do Ministério de Economia.Embora haja otimismo sobre a aprovação, nos corredores do ministério existe um certo temor de que os diretores mais duros com a Argentina possam colocar empecilhos e atrasar o acordo. Os três pontos de possíveis divergências dizem respeito ao reajuste das tarifas dos serviços públicos e renegociação dos contratos com as empresas privatizadas; a solução para os credores que ficaram de fora do swap da dívida pública; e o superávit primário de pelo menos 4,5% do PIB ante a posição do governo de que esse seja de 3%.Pouco a pouco, o governo vem enfraquecendo alguns dos argumentos da linha dura do FMI, já que as discussões com as empresas privatizadas encontram-se em fase de andamento, e as projeções de superávit subiram para entre 3,5% e 3,7%, mas próximo do que o Fundo pede. Na avaliação da fonte, o governo poderá fechar um acordo com o FMI até o final do próximo semestre, por um período de dois anos.

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