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FMI: zona do euro deve afastar incertezas sobre Grécia

A zona do euro precisa urgentemente descobrir como envolver os credores privados no novo pacote de ajuda à Grécia, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Há diferentes maneiras para isso ser resolvido, mas o ponto principal é tirar essa incerteza da mesa", afirmou o diretor da Divisão Para Política da Zona do Euro do FMI, Luc Everaert, numa teleconferência para apresentar uma revisão anual da economia da região.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

19 de julho de 2011 | 13h14

Os líderes da zona do euro realizarão uma cúpula de emergência na quinta-feira, em Bruxelas, para resolver a questão de quem deve pagar para manter a Grécia à tona, enquanto o país tentar equilibrar suas finanças públicas. Os ministros das Finanças da região concordaram no início deste mês em se concentrarem mais para trazer a dívida da Grécia para um nível "sustentável", uma linguagem que os analistas interpretaram como uma sinalização de uma redução do montante total da dívida em circulação.

No entanto, os governos ainda não encontraram uma forma de fazer isso sem suscitar um rating (nota de risco) de default (moratória) ou "default seletivo" das agências de classificação de risco. O Banco Central Europeu (BCE) diz que, em tal cenário, deixaria de aceitar a dívida grega como garantia dos empréstimos, uma ação que faria com que grande parte do sistema bancário grego entrasse em colapso.

Everaert e o consultor sênior do Departamento de Revisão de Estratégia e Política do FMI, Aasim Husain, afirmaram que a União Europeia precisará provavelmente elevar a capacidade de empréstimo de seu atual veículo de socorro - a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) de 440 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones.

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