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Foco de impasse fiscal nos EUA vai para o Senado

Senadores democratas e republicanos abriram negociações neste sábado voltadas para evitar a crise da dívida americana e reabrir o governo, marcando um novo capítulo e nova urgência nos esforços para resolver o impasse no Congresso. As conversas entre o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell foram as primeiras negociações cara a cara desde que o fechamento do governo começou 1º de outubro.

AE, Agencia Estado

12 de outubro de 2013 | 16h41

Os dois líderes do Senado se encontraram por cerca de 45 minutos neste sábado, junto com outros deputados, a pedido de McConnell, segundo uma pessoa próxima dos acontecimentos. Depois disso, Reid falou a repórteres que as conversas "devem ser vistas como muito positivas", mas que há ainda dois lados e que existe"um longo caminho a percorrer".

As discussões vieram no contexto de crescente frustração pública com o fechamento parcial do governo, agora em seu décimo segundo dia, e de ansiedade dos mercados sobre as perspectivas de um default americano. O Tesouro diz que até quinta-feira já terá exaurido suas medidas de emergência e restarão apenas cerca de US$ 30 bilhões para pagar as contas do país, quantia que poderia se esgotar em uma semana ou duas.

Qualquer acordo a que o Senado chegue deve apresentar um dilema aos conservadores republicanos. É provável que um acordo não consiga atender as demandas políticas que eles vêm buscando, mas uma definição nas proximidades do dia 17 de outubro deixaria pouco espaço para negociações.

No Senado, líderes democratas rejeitaram a proposta de um dos republicanos menos conservadores, a senadora Susan Collins, que pareceu estar ganhando espaço, chamando atenção de alguns democratas. O plano de Collins pedia uma extensão do limite de endividamento para janeiro e abertura do governo até março. A medida, porém, não faria nada em prol de cortes no orçamento, uma prioridade dos democratas. Ela também repelia uma taxa sobre serviços médicos imposta em 2010, proposição que os republicanos aprovam e os democratas, não.

Após os democratas rejeitarem o plano de Collins, as atenções se voltaram para as negociações bilaterais entre os dois líderes. "O que espero é que os senadores McConnell e Reid trabalhem juntos para conseguir uma forma de reabrirmos o governo e pagarmos nossas contas ou reduzirmos nossa dívida" disse o senador Lamar Alexander.

Muitos deputados já deixaram Washington neste final de semana, uma indicação extra de que o Senado está construindo a avenida mais provável em direção a uma solução. Eles retornam na tarde de segunda-feira.

Também neste sábado, uma proposta de extensão do teto da dívida para o final de 2014 falhou no Senado em uma votação preliminar. Era improvável que os republicanos votassem a favor da elevação enquanto as conversas entre líderes estivessem em curso, e nenhum deles o fez. Fonte: Dow Jones Newswires.

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