Focus aponta mais queda no PIB e nova alta na inflação

Pesquisa do BC prevê agora crescimento de 1,75% na economia e IPCA de 5,15%, a sexta alta seguida

EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h08

As novas previsões do mercado financeiro para a economia brasileira mostram menos crescimento e mais inflação em 2012. Na pesquisa do Banco Central com economistas divulgada ontem, a estimativa para o crescimento do País caiu para 1,75%, quase metade da previsão oficial do Ministério da Fazenda, que espera um resultado de 3,0%. Já a projeção para o índice oficial de inflação (IPCA) subiu pela sexta semana seguida e está em 5,15%.

Apesar da divulgação de indicadores que mostram retomada da atividade em junho e julho, analistas ainda seguem revisando para baixo suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e esperam novos cortes na taxa básica de juros, que está em 8,0% ao ano, nos próximos meses. As apostas continuam sendo de que a Selic vai cair para 7,5% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na quarta-feira da próxima semana e para 7,25% no encontro marcado para o início de outubro.

Parte dos economistas também passou a avaliar que o BC vai elevar menos os juros no próximo ano. Desde o início de junho, as apostas eram que os juros voltariam a 8,5% até o fim de 2013. Agora, o mercado está dividido entre esse valor ou 8,25%.

A consultoria LCA, por exemplo, está entre aqueles que esperam uma queda menor dos juros este ano, com um último corte de 0,50 ponto porcentual em agosto, com o PIB fechando com expansão de 1,7%. Também projeta alta menor que a mediana do mercado para a taxa Selic em 2013, para 8%.

Otimismo moderado. Para o economista Sidnei Nehme, da corretora NGO, apesar dos resultados positivos da geração de emprego em julho e do indicador de atividade do BC em junho, que apontaram recuperação, é necessário que se mantenha otimismo moderado, pois esses fatores podem ser pontuais e não sustentáveis. Por isso, avalia que a nova projeção do PIB para 2012 está mais alinhada com a realidade.

Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que o País está em um novo ambiente de taxas de juros mais baixas e destacou que o governo espera aceleração do crescimento econômico nos próximos trimestres.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.