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Focus joga de novo para baixo previsão de crescimento do PIB para este ano

Números ruins da produção industrial e inflação trouxeram pessimismo ao mercado, que reavaliou para pior as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central. De acordo com o levantamento, a previsão de retração da economia brasileira em 2009 piorou de uma queda de 0,30% para redução de 0,44%. "A produção industrial divulgada na semana passada veio ruim e praticamente selou o destino de queda do PIB no primeiro trimestre", afirma o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. Em março, a produção industrial cresceu 0,70% na comparação com fevereiro, mas sofreu queda de 14,7% no acumulado do trimestre ante igual período de 2008. Entre os vários segmentos da indústria, chamou a atenção a forte retração da produção de bens de capital, que indica o volume de investimentos: caiu 6,3% em março ante fevereiro e recuou 23% ante igual mês de 2008. INFLAÇÃOPara o IPCA, a estimativa dos analistas aumentou de 4,30% para 4,36%.Nesse caso, pesaram os números do indicador em abril, também divulgados na semana passada. No mês, o índice oficial de inflação subiu 0,48%, próximo do teto das previsões do mercado de 0,50%."A piora dos números da produção e do IPCA tem relação direta com o movimento recente desses dois indicadores, são fatores pontuais", afirma o economista, que descarta a relação entre os ajustes e a ata da reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento, divulgado na semana passada, não conseguiu alterar as projeções dos analistas para os juros nos próximos meses. Para o mercado, a autoridade monetária deve reduzir a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto porcentual na reunião de junho, para 9,50%.Em seguida, em junho, a taxa deve ser reduzida em 0,25 ponto, para 9,25%. Segundo a pesquisa Focus, o patamar de 9,25% deve ser mantido até o fim do ano. Todo esse cenário já era previsto há duas semanas, antes da decisão do Copom e da divulgação da ata da semana passada.

Fernando Nakagawa, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

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