''Foi e ainda será uma boa opção''

Bancário japonês investe em títulos brasileiros e elogia a rentabilidade das aplicações no País

Thassia Ohpha, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

Há dez anos, o japonês Masahiro Morita, de 32 anos, investe suas economias em ações e fundos de renda fixa. Em novembro de 2008, atraído pelas taxas de juros elevadas, Morita resolveu aplicar também em títulos do Brasil.

Escolheu os papéis de dívida pública brasileira e não se arrepende. "Foi bom e, daqui para a frente, continuará sendo uma boa opção", disse. Ele aplica em um fundo administrado pela Bradesco Asset Management.

Morita é apenas um exemplo. Nos últimos meses, os títulos brasileiros têm chamado a atenção de muitos investidores japoneses pelos rendimentos. No Japão, a taxa básica de juro, hoje, não passa de 0,10% ao ano.

Além disso, outros fatores, como a realização da Copa do Mundo em 2014, as Olimpíadas de 2016 e também o fato de o Brasil integrar o chamado Bric (acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China), são atrativos que chamam a atenção dos investidores orientais. Atualmente, diversos bancos oferecem papéis brasileiros, inclusive títulos privados.

Os investidores japoneses também viram nas aplicações em reais oferecidas por bancos brasileiros que operam no país uma boa opção de investimento.

Gerente de um banco na capital japonesa, Morita aplicava antes em fundos japoneses (japanese equity) e chegou a apostar em ativos do Egito.

Em 2008, como muitos investidores do mundo todo, ele também sofreu com os efeitos da quebra do banco americano Lehman Brothers. "Foi dolorido", lembra.

As aplicações em fundos brasileiros têm sido destacadas na mídia japonesa. Para Morita, esse tipo de exposição é importante para convencer outros investidores.

"Isso pode despertar a atenção de mais gente", diz ele. "Apesar do aumento do interesse nos últimos tempos, acho que, entre meus conhecidos, sou o único que aplica em papéis do Brasil."

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