"Foi mais do que a gente imaginava"

"Foi mais do que a gente imaginava"

O trabalhador Alessandro Alves de Siqueira esperava que o reajuste iria ser menor

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

22 Abril 2018 | 05h00

Alessandro Alves de Siqueira, de 31 anos, casado e com uma filha, é um dos 600 trabalhadores que não acreditavam que conseguiriam um reajuste de salário de 6%. Faz três anos que ele está empregado numa indústria de processamento de látex, no município de Bálsamo, a 30 quilômetros de São José do Rio Preto (SP). “A negociação deste ano foi mais do que a gente esperava.” Ele observa que empresas de diferentes setores da região deram reajustes em torno de 2%. Com essa referência, ele e os colegas esperavam um aumento de 3% a 4%. “Graças a Deus conseguimos 6%.”

Sem horas extras, o salário base de Siqueira reajustado subiu para R$ 1.720. Com isso, desde fevereiro ele está recebendo R$ 80 a mais por mês. “Não dá para fazer muita coisa. Mas perto do que foi a inflação no período, é um dinheiro para gastar com a família no final de semana.”

Siqueira, ao contrário de muitos colegas, consegue avaliar o reajuste levando em conta a inflação. Em 2017, o aumento tinha sido de 8%, mas a inflação foi de 6%. Então, Siqueira teve ganho real de 2%. Neste ano, o aumento foi de 6% para uma inflação de 2% e o ganho real foi de cerca de 4%. “O trabalhador não identifica o ganho real. Ele fica mais satisfeito quando o número é maior”, diz Marcio Vieira, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias de Artefatos de Borracha.

 

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