Foi sensato emprestar ao Brasil, diz O´Neill

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Paul O´Neill, afirmou nesta quinta-feira à tarde que a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de conceder o empréstimo de US$ 30 bilhões ao Brasil foi "sensata", mas ressalvou que é preciso "esperar para ver se a história comprovará se ela foi num raciocínio correto".O´Neill respondia a uma pergunta sobre a reação negativa do mercado diante da forte probabilidade da eleição do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inacio Lula da Silva, à presidência da República.O chefe da equipe econômica americana disse que o empréstimo "foi montado de forma a fornecer um dinheiro a curto prazo" - US$ 3 bilhões já desembolsados e US$ 3 bilhões em dezembro. "Os outros US$ 24 bilhões estão condicionados a que, seja quem for que estiver a cargo do governo (no ano que vem), siga o acordo de política econômica feito com a administração Cardoso", acrescentou. Algumas horas antes, o diretor-gerente do FMI, Horst Kohler, fizera uma avaliação mais otimista. Kohler disse que "o pacote (com o Brasil) ainda vai funcionar" e reiterou sua convicção de que "a situação da dívida é sustentável". A pressão sobre o câmbio e a queda dos papéis brasileiros em dias recentes sugere que os investidores estão fazendo o cálculo oposto.

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