Rafael Neddemeyeri/Fotos Públicas
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'Folga' fiscal em relação ao teto de gastos é de R$ 666,6 milhões

Documento também confirma a existência de um espaço fiscal de R$ 1,845 bilhão no Orçamento de 2018

Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2018 | 16h17

BRASÍLIA - O Ministério do Planejamento informou nesta sexta-feira que o espaço para aumento de despesas dentro do Teto de Gastos é de apenas R$ 666,6 milhões – conforme antecipado pelo Estadão/Broadcast na edição desta sexta-feira. O dado consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 3º bimestre, que acaba de ser divulgado.

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O documento também confirma a existência de um espaço fiscal de R$ 1,845 bilhão no Orçamento de 2018, em relação à meta fiscal deste ano. O objetivo do governo é encerrar 2018 com um déficit primário de até R$ 159 bilhões.

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse que, sem a Medida Provisória que congelou o preço do diesel – a chamada bolsa caminhoneiro –, o espaço fiscal em relação à meta de déficit primário deste ano seria de cerca de R$ 8 bilhões. “A folga fiscal anterior de R$ 6,197 bilhões foi consumida após a greve dos caminhoneiros”, explicou.

Colnago também afirmou que o governo decidirá até o fim deste mês onde irá alocar os recursos. O governo também tem um espaço de R$ 1,178 bilhão que podem ser aplicados em despesas que não estejam limitadas ao teto.

“Existe uma demanda grande por recursos, maior que esse espaço. Vamos decidir até o dia 30”, limitou-se a responder.

O ministro admitiu que a Caixa Econômica Federal é candidata a receber recursos da União, conforme antecipou o Estadão/Broadcast na edição desta sexta-feira. Mas, enfatizou que a decisão sobre a alocação da verba não está decidida. “Pode ser que a Caixa não receba neste primeiro momento.”

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