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Follow-ons reforçam captação de recursos para empresas que já fizeram IPO

Recurso tem ajudado empresas a driblarem a crise provocada pela pandemia e na expansão dos negócios

B3, Estadão Blue Studio
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12 de julho de 2021 | 08h00

A captação de recursos via mercados de capitais no Brasil ainda mantém uma imagem bastante associada às ofertas públicas iniciais, os chamados IPOs. No entanto, essa percepção vem mudando. Depois da oferta inicial, cada vez mais empresas estão realizando captações por meio de ofertas secundárias, os chamados follow-ons.

Para se ter uma ideia, comparando os volumes de 2011 e de 2020, houve um aumento de 585% no total de captações via follow-ons no País, saltando de R$ 10,8 bilhões em 2011 para R$ 73,9 bilhões em 2020. Na mesma base de comparação, o volume total de IPOs apresentou expansão de 510%, saindo de R$ 7,2 bilhões para 43,8 bilhões.

“Na B3 sempre costumamos dizer que o IPO é apenas o início da jornada de uma companhia no mercado de capitais. A abertura de capital amplia a notoriedade de uma empresa, franqueando-lhe o acesso a milhares de novos sócios, contribuindo para o crescimento, o fortalecimento e a perenidade do negócio. A possibilidade de realizar novas rodadas de captação via follow-on é uma das oportunidades que se abrem”, explica Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.

Seis meses depois de realizar sua IPO – considerado o terceiro maior da história do mercado de capitais brasileiro e a que captou mais recursos no setor hospitalar no mundo, além de ter movimentado mais de R$ 11 bilhões e ter tido uma demanda total para oferta de R$ 75 bilhões no fim do ano passado –, a Rede D’Or resolveu buscar o follow-on para colocar em prática novos projetos.

“A decisão por fazer o follow-on é estratégica, e, no nosso caso, entendemos que captar recursos no mercado neste momento para realizar os investimentos era uma opção melhor para a saúde financeira da companhia do que se fizéssemos um empréstimo, por exemplo”, explica Otávio Lazcano, CFO da Rede D’Or.

Ele conta que o grupo vem crescendo mais rápido na mesma base de ativos do que imaginavam e, depois do IPO, mapeou 11 projetos adicionais de investimento de crescimento orgânico. No IPO, a empresa já tinha 32 projetos que adicionariam ao portfólio da rede 5.300 leitos até 2025. “Esses 11 projetos novos mapeados após o IPO adicionam 1.300 leitos, e, em 2025, terá 6.600 leitos adicionais aos 9.000 já existentes.”

Além disso, a empresa vem realizando a aquisição de hospitais em ritmo mais acelerado do que imaginava há seis meses, por ocasião do IPO. “Todos esses investimentos têm implicações para a estrutura de capital da companhia, e, por isso, achamos por bem levantar capital adicional de R$ 1,8 bilhão para ganhar mais musculatura financeira e dessa maneira executar os projetos com mais conforto e segurança”, comenta o executivo.

Vantagens

Entre as vantagens do follow-on, Santana destaca que ele aumenta a liquidez das ações da companhia. Com a disponibilização de mais ações para serem negociadas na Bolsa, aumenta o “free float” (ações em circulação disponíveis para negociação na Bolsa), o que acaba contribuindo para a liquidez das ações da empresa. Ele também pode reforçar o caixa da empresa (no caso da oferta primária). Ao emitir novas ações, o dinheiro arrecado com essa oferta subsequente vai direto para o caixa da empresa. É uma alternativa a outras fontes de financiamento, como emissão de debêntures ou captação via empréstimos bancários. “Não por acaso, o follow-on foi uma alternativa bastante utilizada por companhias listadas na B3 durante o período mais crítico da pandemia da covid-19, quando a necessidade de reforçar o caixa foi mais presente”, afirma Santana.

De fato várias empresas buscaram o recurso para atravessar a crise causada pela pandemia. Levantamento realizado pela B3 mostra que durante o ano passado foram realizadas 25 operações de follow-on, sendo que 20 delas ocorreram a partir de junho. E até o início de maio deste ano já foram contabilizadas 12 operações. Os setores são variados – bancos, computadores e equipamentos, restaurantes e similares, eletrodomésticos, energia elétrica, papel e celulose, serviços educacionais, transporte ferroviário e rodoviário, agricultura, serviços médico-hospitalares, análises e diagnósticos, tecidos, vestuários e calçados, entre outros.

Os recursos de follow-on podem impulsionar o crescimento de uma companhia. O dinheiro captado com uma oferta subsequente pode ser destinado para projetos de ampliação de operações, aquisições ou desenvolvimento de novos produtos. “Esse tipo de iniciativa de captar recursos para crescer tende a ser bem avaliado pelo mercado”, avalia Santana. O follow-on é ainda uma maneira rápida e eficiente de dar liquidez para acionistas relevantes de uma companhia (no caso de ofertas secundárias). “Uma empresa, por exemplo, pode ter como acionista relevante um órgão do governo federal (por exemplo, o BNDES) ou um fundo de investimentos, ou mesmo um dos seus sócios fundadores, que por razões diversas pode querer diversificar seu patrimônio.”

Diferentemente de um IPO, que normalmente exige uma série de adequações em estruturas societária e de governança da companhia, o processo do follow-on é mais simples; afinal, a companhia já atende aos requisitos de listagem da B3 e já tem ações negociadas na Bolsa. “Ainda assim, para um follow-on bem-sucedido, é recomendável que a companhia adote um planejamento cuidadoso, que deve avaliar, dentre outros fatores, as condições de mercado, o apetite dos investidores por novas ações e o nível de prontidão da empresa para estruturar a operação, com a participação de firmas de auditoria, escritórios de advocacia e bancos de investimento”, finaliza Santana.

 

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