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Fomc minou credibilidade da diretriz futura, diz Plosser

O presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, disse em entrevista exclusiva à MNI que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) minou a credibilidade da diretriz futura adotada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Plosser não vota nas decisões do Fomc neste ano, mas votará no ano que vem.

AE, Agencia Estado

30 de setembro de 2013 | 10h29

Há cerca de duas semanas, o banco central norte-americano contrariou as expectativas dos analistas e manteve, por 9 votos a 1, os estímulos de US$ 85 bilhões mensais à economia. O mercado esperava por uma redução de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões no programa de compra de ativos.

Para Plosser, o Fomc deveria rapidamente reduzir os estímulos porque eles estão tendo pouco ou nenhum impacto sobre a economia. "Nós precisamos acabar com isso, reduzir de um modo previsível e seguir adiante." O Fomc não só minou a credibilidade como enviou um sinal de que a economia talvez esteja muito mais fraca do que algumas pessoas projetavam, alertou.

O presidente do Fed de Filadélfia criticou a comunicação do banco central, ao dizer que o mercado foi levado a acreditar que a instituição começaria a reduzir as compras de ativos depois da reunião de setembro. "Eu acho que o Fomc não reduziu fortemente o suficiente as expectativas do mercado se, de fato, haviam alguns no comitê que estavam nervosos sobre os procedimentos que foram anunciados em junho".

Na reunião de junho, Bernanke e o comitê disseram que o programa poderia começar a ser reduzido quando a taxa de desemprego ficasse abaixo de 7%, o que deve acontecer até o fim deste ano ou início do próximo ano, segundo algumas projeções. Em agosto, a taxa de desemprego estava em 7,3%.

Plosser lembrou que Bernanke disse que taxas de juros maiores podem não ser algo ruim, porque se a preocupação for sobre a instabilidade financeira, algum aperto nas condições financeiras pode ser até benéfico em afastar os riscos de instabilidade. No comunicado do Fomc, esse foi um dos fatores citados como preocupação para não reduzir o programa. "Então, eu não acho que nós lidamos com a comunicação muito eficientemente", explicou.

Se o Fomc não começar a reduzir as compras de ativos quando a taxa de desemprego cair para 7%, o que acontecerá quando a taxa cair para 6,5%, no nível que foi demarcado para elevar a taxa básica de juro, questionou Plosser. "Portanto, acho que nós fizemos um desserviço a esse processo em setembro", disse.

Ao falar sobre a possível nomeação de Janet Yellen para o cargo de Ben Bernanke no próximo ano, Plosser afirmou que ela seria uma boa sucessora na presidência do Fed. Apesar de Yellen normalmente ter avaliações opostas às suas, o presidente do Fed de Filadélfia ressaltou que a atual vice-presidente do Fed é "inteligente e capaz" e elogiou suas habilidades de liderança. Fonte: Market News International.

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