Fonte de recursos pode secar em dois anos

Se a demanda por crédito imobiliário continuar aquecida e o ritmo de crescimento dos saldos da poupança se mantiver no nível dos últimos dois anos, com crescimento médio de 18% ao ano, a caderneta deve atingir o limite como fonte de financiamento dentro de dois anos, prevê o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França.

, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Vamos ter de buscar outras fontes de financiamento para o crédito imobiliário", diz França. Hoje os recursos da poupança respondem por mais da metade do crédito imobiliário disponível no País. Além da caderneta de poupança, existem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os recursos livres dos próprios bancos.

França conta que houve várias reuniões entre a entidade e representantes do governo para equacionar a questão. Entre as alternativas avaliadas como novas fontes de financiamento para cobrir a insuficiência da poupança, estão a securitização de recebíveis, captações de longo prazo e a emissão de títulos por parte dos bancos nos quais o risco de crédito fica com os investidores (cover bonds).

"Se não chegarmos a uma solução para obter novas fontes de financiamento para o crédito imobiliário, não será possível que esses financiamentos respondam por 11% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014", afirma o presidente da Abecip.

Mesmo com os números exuberantes registrados no ano passado, a fatia do crédito imobiliário no PIB brasileiro ainda é muito pequena, de 4%.

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