Food service oferece oportunidades de trabalho na indústria

Graduada atua como chef consultora em empresa fornecedora para transformadores, divulgando produtos e otimizando rotinas

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2014 | 02h13

A jovem Eleonora Stefani, de 26 anos, sentiu o gostinho corporativo da gastronomia quando passou a integrar o time de chefs consultores da BRF no início do ano passado. E ela gostou do que passou a viver na empresa, detentora das marcas alimentícias Perdigão e Sadia.

Eleonora faz parte de uma equipe de 15 profissionais espalhados pelo País e que atuam estabelecendo relacionamentos entre a realidade das cozinhas e os departamentos internos da companhia. "Eu trabalho na rua o tempo inteiro. Entendo as necessidades dos clientes (empresas transformadoras de alimentos) e apresento o portfólio da BRF de forma a suprir essas necessidades, mas eu não vendo os produtos", resume.

Todos os dias, a jovem visita restaurantes, conhece as rotinas internas e as demandas de cada negócio e, então, mostra como os produtos da empresa - diferentes dos que os consumidores encontram nas prateleiras dos supermercados - podem otimizar os processos.

"Se um restaurante precisa, por exemplo, cortar todos os dias frangos em cubos, eu pergunto: por que não comprar um frango que já vem cortado dessa maneira? Esse trabalho seria desnecessário." Embalagem, padrão e rendimento são itens destacados pela profissional nos restaurantes. Fidelizado o público, é a equipe comercial que registra todos os pedidos.

O contato de Eleonora com os usuários também permite que ela informe à BRF que fatores podem ser melhorados no portfólio da companhia em função das demandas dos clientes.

Mesmo próxima do negócio, a atuação da jovem não se restringe ao relacionamento pré- venda. "Se o cliente quer otimizar o cardápio, por exemplo, também damos assistência. Além disso, temos uma plataforma de treinamento de boas práticas de manipulação de alimentos, métodos de cocção e excelência de atendimento para o pessoal do salão. O objetivo é ser um parceiro, ajudar a profissionalizar o cliente", conta.

Agora, Eleonora sente que tem possibilidades de atuar com gastronomia sem abrir mão do tempo para os amigos e para o lazer - o que mal conseguia fazer quando trabalhava em restaurantes, desde os tempos de estudante. "Eu amava o que fazia, mas remava contra a maré. Em um restaurante, você tem uma vida muito dura: trabalha demais, com salários superbaixos e com possibilidade de crescimento muito lenta."

A jovem atualmente faz pós-graduação em gestão de negócios e imagina ter espaço de crescimento, no longo prazo, na área de marketing. Mesmo assim, não se arrepende da trajetória. "Eu trabalhei no Fasano. Lá, não é um lugar em que você possa inventar. Mas eles têm padrão ótimos que me formaram como cozinheira", diz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.