Helvio Romero/Estadão
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Fora funcionários da Caixa, bancários aceitam proposta de reajuste e encerram greve

Paralisação completou 31 dias nesta quinta-feira e é considerada pela categoria a maior desde 2004; trabalhadores terão reajuste de 8% nos salários, além de correção em benefícios

O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 20h06

Os funcionários do Banco do Brasil e os que atuam no setor privado em várias regiões do País aceitaram nesta quinta-feira, 6, a proposta de reajuste de salários e benefícios da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e encerraram uma paralisação que chegou hoje ao seu 31º dia. Os funcionários da Caixa Econômica Federal, porém, não chegaram a um acordo e seguem de braços cruzados. A greve é considerada pela categoria a maior paralisação desde 2004. 

Pelo acordo, bancários terão seus salários reajustados nominalmente em 8%, além de abono de R$ 3,5 mil. Os bancos também ofereceram reajuste de 10% no vale-refeição e no auxílio-creche/babá e 15% para o vale-alimentação. Em 2017 haverá a correção integral no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. 

Bancários decidiram encerrar a greve no Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás (Anápolis e Goiânia), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (Campo Grande), Minas Gerais (Belo Horizonte, Divinópolis, Governador Valadares, Poços de Caldas, Zona da Mata), Pará, Paraná (Curitiba e Maringá), Piauí, Pernambuco (Caruaru, Goiana, Palmares, Petrolina e São Bento do Una), Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina (Chapecó, Criciúma, Joinville e Tubarão) e São Paulo (Capital, Osasco e região, Presidente Prudente, Mogi das Cruzes e Suzano, Ribeirão Preto, Rio Preto e Araçatuba, Santos, Sorocaba e Jundiaí, Vale do Paraíba e região, Piracicaba), Sergipe e Tocantins.

Bancários do município de Bauru (SP) decidiram manter a greve.

Um balanço divulgado pelos representantes dos trabalhadores da capital paulista, Osasco e região afirma que 42 mil trabalhadores participaram das paralisações durante o período de greve na área de abrangência da entidade, atingindo 727 locais de trabalho, sendo 24 centros administrativos e 703 agências fechados na quarta-feira, 5. Agência devem reabrir nesta sexta-feira, 7.

Até a rodada de negociação da quarta-feira, os grevistas reivindicavam reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Além disso, o sindicato pedia o pagamento de três salários mais R$ 8.297,61 em participação nos lucros e resultados, além da fixação do piso salarial em R$ 3.940,24. Se a proposta negociada ontem for aprovada, o piso de funcionários que trabalham em escritórios nos bancos passam de um piso de R 1.976,10 para R$ 2.134,19. 

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