Força ameaça com greve se governo não reduzir juros

Se o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não reduzir a Selic na sua reunião iniciada hoje e que se encerra amanhã, a Força Sindical vai buscar apoio de outras centrais para realizar no próximo mês uma greve nacional. A ameaça foi feita pelo presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que promoveu um protesto em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, em São Paulo, para cobrar a queda dos juros. "Vamos nos reunir com empresários para pressionar o governo a reduzir os juros, mas, se isso não acontecer, vamos discutir com os trabalhadores e suas centrais a realização de uma greve nacional", afirmou.Paulinho reiterou que suas críticas buscam combater a política econômica do governo Lula e "chamar a atenção do presidente." Em seu discurso, no entanto, ele elevou o tom crítico chegando a afirmar, inclusive, que não era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem comandava o País, mas sim o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Críticas às viagens de Lula"Será que o Lula não pára um pouco de viajar e não dá um tranco no Ministério (Fazenda)?", questionou. As críticas intensas às viagens do presidente também fizeram parte do protesto. "O Lula já viajou mais que o Fernando Henrique Cardoso", acusou. "O governo Lula gastou mais com passagem aérea do que com a sociedade. Foram gastos R$ 212 milhões com passagens e só R$ 179 milhões com a sociedade", citou. No domingo retrasado, reportagem de O Estado mostrou que Lula viajou mais que Fernando Henrique Cardoso no mesmo período.Ainda na esfera da política econômica, o presidente da Força acusou o governo de ter extraído da economia R$ 16 bilhões nos quatro primeiros meses de administração Lula. "Essa brincadeira de aumentar o empréstimo compulsório tirou R$ 8 bilhões da sociedade que poderiam ter sido emprestados pelos bancos com juros menores e outros R$ 8 bilhões foram tirados com o aumento do superávit primário", apontou.Paulinho disse que o Ministério da Fazenda não precisava ter fechado suas portas durante o protesto porque não era intenção dos sindicalistas invadir a repartição e, segundo ele, o atendimento ao público deveria ser mantido.

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