Força Sindical finaliza proposta do FGTS

A Força Sindical concluiu hoje a proposta que deve ser levada ao governo para o pagamento da diferença do FGTS referente aos Planos Verão e Collor 1 a todos os trabalhadores, segundo anúncio feito na semana passada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Com base em cálculos preliminares do Dieese, estima-se que, dos R$ 38,8 bilhões que são devidos pela governo, cerca de R$ 15 bilhões têm que ser depositados imediatamente. Outros R$ 10 bilhões são de trabalhadores que continuam empregados na mesma empresa, e portanto não fariam o saque agora. Os R$ 13 bilhões restantes poderiam ser pagos em ações de estatais, como a Petrobras ou Furnas, ou usados para abater prestações e quitar financiamentos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, informou que os números são aproximados, mas têm o objetivo de sinalizar ao governo que existem saídas para realizar o pagamento. Juruna acrescentou que ainda não está definido se a CUT participará do encaminhamento da proposta, o que deve ser discutido entre os presidentes das duas entidades. EncontroA audiência com FHC ainda não foi agendada, mas os sindicalistas têm encontro marcado com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o senador Antônio Carlos Magalhães no próximo dia 3. A CUT deve participar destas duas reuniões. Ainda não se sabe quando será realizado o encontro com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Entre as propostas que serão levadas ao ministro estão, entre outras, a de que se considere a situação de cada optante na definição do critério de pagamento.Juruna afirmou que, de acordo com o levantamento, o percentual de correção é de 68,85% e condiz com o do STF. As centrais sindicais decidiram aceitar o percentual mas seus presidentes admitem que poderão apresentar propostas diferentes quanto à forma de pagamento. O Dieese elaborou também um relatório com simulações sobre diversos saldos que estariam nas contas na ocasião dos planos para se ter uma idéia dos valores que os trabalhadores têm a receber. Esta tabela deverá ser oferecida no site do órgão (veja no link abaixo) e distribuída aos sindicatos a partir de amanhã.

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