Força sindical protesta contra sobretaxa no aço

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, alertou hoje que 4,8 mil empregos poderão ser perdidos na indústria siderúrgica brasileira em conseqüência da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos ao aço brasileiro. Segundo o sindicalista, a avaliação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), cujas primeiras projeções indicam uma redução de US$ 113 milhões nas vendas para os Estados Unidos. "O Dieese estimou em 15% a redução da exportação brasileira com a medida norte-americana", destacou Paulinho.Segundo ele, são 69,8 mil empregados na indústria siderúrgica e mais 250 mil empregados em toda a cadeia do aço. Paulinho participa do protesto da Força Sindical contra a sobretaxa do aço brasileira estabelecida pelo governo norte-americano. A manifestação acontece em frente ao consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. Segundo a entidade, cerca de 200 manifestantes se encontram em frente ao prédio, que fica na Rua Padre João Manoel, nos Jardins, zona oeste da capital.São empregados da Usiminas, da siderúrgica da cidade de Ouro Branco (MG) e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), além de outros sindicalistas. A Força Sindical está distribuindo hambúrgueres e sardinhas. "O hambúrguer é a comida deles (norte-americanos), a sardinha é o que eles querem que a gente coma", explicou o presidente da entidade. Os manifestantes estão com carro de som e com a bateria da escola de samba Unidos de São Miguel na frente do consulado. A CET e o policiamento de trânsito interditaram a rua entre os números 870 e 974.De acordo com Paulinho, uma comissão representando os trabalhadores será recebida por representantes do consulado. Ela entregará um documento em que critica e pede a reversão da medida. Paulinho disse que o documento será enviado também para a Confederação Internacional dos Sindicatos Livres, que congrega sindicatos e centrais sindicais de todo o mundo, e para a Federação Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, que reúne os sindicatos dessa categoria em diversos países.

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