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Força Sindical quer seguro-desemprego extra para todos

A Força Sindical avaliou que a decisão do governo de ampliar o número de parcelas do seguro-desemprego para alguns setores da economia poderá amenizar a situação econômica dos trabalhadores desempregados, mas defendeu que a medida seja estendida a todos os trabalhadores que perderam o emprego. "É preciso sensibilidade e estender este amparo social", afirmou o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 19h37

Segundo o anúncio feito hoje pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, 103.707 trabalhadores que foram demitidos em dezembro do ano passado terão direito a receber duas parcelas extras do seguro-desemprego. Serão contemplados trabalhadores de 16 Estados e de 42 subsetores, que receberão não as atuais cinco, mas sete parcelas.

"A Força Sindical defende desde o início da crise internacional e do crescimento no número de fechamento de postos de trabalho no País o aumento para 12 do limite das parcelas do seguro-desemprego", ressaltou o presidente da central. Ele destacou que o tempo de recolocação do trabalhador no mercado é de cerca de 9 meses, de acordo com os dados do Dieese, e lançou um alerta: o tempo "deve aumentar devido ao fechamento de milhares de postos de trabalho e incertezas econômicas que atingem diversos setores de forma nefasta".

Avaliação semelhante foi feita pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. "A limitação das parcelas para apenas um grupo de desempregados - demitidos em dezembro e dos setores mais atingidos pela crise - impede que a medida atinja o seu real objetivo, de dar amparo social de maneira ampla", afirmou o presidente da entidade, Miguel Torres.

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