Força Sindical também vai recorrer à Justiça

Central vai reclamar as perdas dos trabalhadores que usaram o FGTS para investir em ações da Petrobrás

FERNANDA NUNES, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2014 | 02h02

A Força Sindical vai se juntar aos escritórios de advocacia que representam acionistas minoritários da Petrobrás e também vai recorrer à Justiça contra a administração da estatal. A entidade vai reclamar as perdas sofridas pelos trabalhadores que investiram suas economias do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da petroleira.

A Força Sindical avalia que os trabalhadores pagaram um valor irreal pelas ações, já que, como vêm demonstrando investigações policiais, os ativos da companhia estão superfaturados.

Denúncias feitas pelo ex-diretor de abastecimento e delator na operação Lava Jato da Polícia Federal, Paulo Roberto Costa, evidenciam que os grandes projetos custaram mais à empresado que deveriam. Com isso, o lucro nos últimos anos foi menor e foi pago menos dividendo aos acionistas do que deveria. Além disso, o desvio de recursos causou distorções no valor de mercado da Petrobrás.

Ação coletiva. O modelo da ação ainda está sendo desenhado pelos advogados da Força Sindical. É possível que o processo corra no Supremo Tribunal Federal (STF), informou a assessoria de imprensa do sindicato. A intenção é promover uma ação coletiva para tentar recuperar as perdas dos trabalhadores. Para aderir à ação, os trabalhadores terão de assinar um termo de manifestação de interesse em participar do processo.

Na segunda-feira, o escritório de advocacia americano Wolf Popper entrou com ação contra a Petrobrás em um tribunal do distrito de Nova York, em nome de investidores que compraram recibos de ações no período de maio de 2010 a 21 de novembro de 2014.

Hoje, já chega a seis o número de escritórios de advocacia que recorreram à Justiça para que acionistas sejam ressarcido de perdas financeiras.

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