Denny Cesare/Cógido19
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Greve: Forças Armadas desbloqueiam refinarias e escoltam carga de combustível

Militares foram deslocados para 11 bases de distribuição consideradas essenciais para garantir a volta do abastecimento em todo o País, após paralisação de caminhoneiros

Tânia Monteiro, José Maria Tomazela e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2018 | 19h50
Atualizado 27 Maio 2018 | 09h09

BRASÍLIA e SOROCABA - Em um dia, as Forças Armadas passaram a atuar nas 11 bases de distribuição consideradas essenciais pelo governo para garantir a volta do abastecimento de combustível em todo o País, depois que postos desligaram suas bombas pela falta de gasolina ocasionada em razão da greve dos caminhoneiros. Para todos esses locais, foram deslocados militares do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica para que viabilizassem a desobstrução das vias.

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As refinarias de Duque de Caixas, no Rio, e Paulínia, no interior de São Paulo, foram as primeiras a serem ocupadas. Em seguida, na tarde desta sexta-feira, 26, o governo conseguiu também assumir o controle de outros pontos considerados importantes em Araucária (PR), Suape (PE), Betim (MG), Canoas (RS), Manaus (AM), Brasília (DF), e São Caetano, São José dos Campos e Barueri, em São Paulo.

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O primeiro comboio de caminhões-tanque com combustível para aviões que deixou a Refinaria de Paulínia escoltado pelas tropas do Exército chegou por volta das 19 horas desta sexta-feira, ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos confirmou a entrada do comboio no terminal. Não havia informação sobre a quantidade de combustível levada ao aeroporto.

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Esse abastecimento garante a normalidade dos voos até a noite de domingo, segundo a assessoria do aeroporto. Sete voos foram cancelados neste sábado (quatro previstos para sair e outros três para chegar a Viracopos) no terminal, que estava sofrendo com a falta de combustível provocada pela greve dos caminhoneiros.

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Ônibus. Com escolta da Polícia Militar, caminhões-tanque estão deixando desde o fim da tarde deste sábado o terminal de petróleo da Petrobrás, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para abastecer empresas de ônibus da região. Os caminhoneiros continuavam na entrada do terminal, mas já tinham conhecimento do acordo firmado pelo governador Márcio França (PSB) e se preparavam para retirar os caminhões do entorno.

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Havia expectativa de que o abastecimento nos postos fosse retomado ainda durante a noite. A prefeitura de Ribeirão Preto, no entanto, mantinha a suspensão do transporte coletivo neste domingo. Um acordo entre a Polícia Militar, o Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e a Associação Valeparaibana de Empresas de Transportes de Passageiros está permitindo a saída de caminhões com combustível da Base de Abastecimento da Petrobrás em São José dos Campos, interior de São Paulo, para abastecer empresas de transporte coletivo. O acordo foi intermediado pela prefeitura de São José.

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Os caminhões estão sendo escoltados pela Polícia Militar e por soldados da 12ª. Brigada de Infantaria Leve do Exército, sediada em Caçapava. Foi definida uma quota mínima de 54 mil litros de diesel para São José dos Campos e de 15 mil litros para Taubaté, Jacareí e Pindamonhangaba. O acordo prevê também o envio de combustível para a cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. No início da noite deste sábado, havia ainda concentração de caminhoneiros nas rodovias Dutra, Carvalho Pinto e D.Pedro I, na região.

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Aeroportos. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a situação de desabastecimento dos aeroportos estava a caminho da normalização na noite deste sábado. Segundo ele, o terminal de Brasília recebeu dez caminhões de querosene de aviação. Cada um tem capacidade de 60 mil litros. A concessionária Inframerica, que administra o terminal, afirmou que o uso de combustíveis continua racionalizado.

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"A situação ainda é crítica, pois quantidade de combustível não é suficiente para suprir a demanda. Com este novo reabastecimento no aeroporto as reservas subiram para 12,5%", diz a nota. A administração continuou com a orientação de que só pousarão em Brasília aeronaves com capacidade para decolar sem a necessidade de abastecimento na capital federal. Ontem, segundo balanço das 20 horas, foram registrados 57 cancelamentos e 27 atrasos no terminal.

Jungmann afirmou neste sábado faltava apenas normalizar a situação do aeroporto de Recife.

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