Nacho Doce/Reuters
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Ford cria 478 vagas ao 'desterceirizar' setor de logística em São Bernardo

Empresa vai na contramão do projeto de lei que tramita no Congresso regulamentando a terceirização no Brasil e contrata funcionários por CLT

IGOR GADELHA, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2015 | 12h45

SÃO PAULO - Na contramão do projeto de lei que tramita no Congresso regulamentando a terceirização no Brasil, a Ford "desterceirizou" o setor de logística na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o processo, foram criadas 478 vagas efetivas na área.

Elas serão preenchidas por 268 trabalhadores terceirizados que já atuavam no setor e foram contratados por CLT, 57 funcionários que estavam em lay-off desde maio e 153 empregados realocados de outras áreas da fábrica e que eram considerados excedentes. A montadora confirmou o processo.

"Essa conquista garante melhores condições de trabalho, salários e qualidade no emprego aos trabalhadores", comemorou o diretor executivo do sindicato, Alexandre Colombo. Para a entidade, o principal benefício do processo foi ter diminuído o número de trabalhadores considerados excedentes - cerca de 200 pessoas até antes da "desterceirização", conforme o sindicato. Apesar do retorno de 57 trabalhadores do lay-off, restam ainda 177 metalúrgicos com contratos suspensos na unidade desde maio, por até cinco meses.

A "desterceirização", lembrou o sindicato, faz parte do acordo de estabilidade de emprego até 2017 aprovado pelos trabalhadores em março deste ano. Pelo acordado, em troca da estabilidade, os metalúrgicos aceitaram a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e reajuste salarial apenas com reposição da inflação em 2016, com ganho real substituído por um abono de R$ 1,7 mil (não incorporado ao salário), e, para 2015, um abono de R$ 8 mil no lugar tanto do reajuste pela inflação quanto do aumento real.

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