Ford é acusada de racismo

A Ford Motor Credit, maior financiadora de automóveis do mundo, está sendo processada por racismo. Um grupo afro-americano acusou a empresa de cobrar dos negros taxas mais altas de juros em seus financiamentos. Os autores da ação reivindicam uma indenização ainda não determinada e a mudança na política da empresa com relação ao seu sistema de financiamento. Eles se dizem representantes de todos os negros que usaram o serviço desde 1º de janeiro de 1990. Braço da Ford responsável pelo sistema de financiamento, a Ford Motor Credit movimenta créditos para cerca de 11 mil veículos, inclusive caminhões. O caso foi entregue à corte federal de Manhattan. Na ação, os queixosos alegam que valores extras subjetivos e não checados são cobrados nos financiamentos feitos pelos revendedores para pessoas negras. Esses aumentos são somados às taxas básicas determinadas pela Ford. "As disparidades entre os termos das transações da Ford Credit envolvendo negros e aqueles envolvendo consumidores brancos não podem ser um produto do acaso e não podem ser explicadas por fatores não relacionados à raça", diz o conteúdo da ação."Nós absolutamente não praticamos nenhuma forma de discriminação", afirma Dan Jarvis, porta-voz da Ford Credit. Ele diz que as taxas de financiamento são baseadas no nível de risco e crédito. Jarvis alega que a empresa não toma conhecimento da raça do cliente. "A taxa não tem nada a ver com sexo, idade ou raça. Nós apenas operamos dessa maneira."ProcessosEsse processo segue na trilha de dois outros similares, ainda em andamento, iniciados há dois anos contra a General Motors Acceptance Corp. e a Nissan Motors Acceptance Corp. Estes dois, que foram clasificados como ações classistas em agosto, estão sob julgamento da corte federal de Nashville, no Tennessee.

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