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Ford investirá cerca de R$ 4 bilhões no Brasil em cinco anos

Novos projetos da montadora incluem desenvolvimento de veículos e ampliação da fábrica em Camaçari

Cleide Silva, da Agência Estado,

20 de novembro de 2009 | 08h18

A Ford anuncia nesta sexta-feira, 20, na Bahia, a ampliação da fábrica de Camaçari, projeto que ficará com grande parcela de um investimento de cerca de R$ 4 bilhões que será gasto pelo grupo em todas as unidades no País nos próximos cinco anos. É o maior investimento da empresa no Brasil, segundo fontes do setor automobilístico e governamental. O programa anterior, para o período 2007/2012, é de R$ 3,4 bilhões e se somará ao novo aporte.

 

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A solenidade terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Eles também devem anunciar programas de incentivo fiscal à montadora, a exemplo do que ocorreu na época da inauguração da fábrica baiana, em 2001.

 

O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, apresentará os novos projetos da companhia, que incluem desenvolvimento de veículos, um deles provavelmente o substituto do EcoSport. A fábrica de Camaçari opera no limite de sua capacidade - de 250 mil carros ao ano - e sua ampliação vinha sendo negociada há pelo menos dois anos.

 

Para a construção da fábrica, a primeira de uma grande montadora do Nordeste, a Ford aplicou US$ 1,2 bilhão (na época, o equivalente a R$ 3,2 bilhões). Na ocasião, foi beneficiada pelo regime automotivo do Nordeste, que concedeu benefícios fiscais, como a isenção de impostos por vários anos.

 

A unidade trabalha no sistema modular de produção, com vários fornecedores instalados dentro da fábrica e que também vão arcar com parte do investimento. São produzidos na linha de montagem os modelos Fiesta, Fiesta sedã e EcoSport.

 

Nas próximas semanas, outra montadora, a Volkswagen, deve anunciar novos investimentos principalmente para a fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos os modelos Gol, Polo, Saveiro e Kombi, em várias versões. Recentemente, a General Motors anunciou um programa de R$ 2 bilhões até 2012.

 

Recursos próprios

 

Com a queda de vendas em mercados desenvolvidos, como EUA e Europa, as montadoras estão colocando suas fichas nos países emergentes. O Brasil, que este ano registrará recorde de vendas, com mais de 3 milhões de veículos, é um dos receptores de novos aportes para ampliação de capacidade, novas fábricas (casos da Toyota, em Sorocaba, e da Hyundai, em Piracicaba) e desenvolvimento de produtos.

 

Executivos da Ford e da GM já avisaram que não terão ajuda das matrizes americanas. Ambas registram lucro no País, embora não divulguem valores. As companhias também têm recorrido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De janeiro a setembro, o banco recebeu pedido recorde de R$ 9,4 bilhões em empréstimos por parte do setor automotivo. Até agora, aprovou R$ 6,4 bilhões e liberou R$ 5 bilhões.

 

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no período 2008/2012 estavam previstos US$ 23 bilhões em investimentos entre montadoras e autopeças, valor que a própria entidade já está revendo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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