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Ford prevê crescimento das vendas no Brasil até 2015

Diretor da montadora pede debate com governo sobre carga tributária e linhas de financiamento

Michelly Chaves Teixeira, da Agência Estado,

13 de outubro de 2009 | 14h43

O diretor de Assuntos Corporativos da Ford na América do Sul, Rogelio Golfarb, diz não ter dúvidas de que a indústria automobilística continuará crescendo nos próximos cinco anos, chegando a "no mínimo" 4 milhões de veículos vendidos no Brasil em 2015, projeção que ele considera "pessimista", dado o potencial deste mercado.

 

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O executivo salienta que o debate hoje não deve se limitar a quanto o mercado vai crescer, mas como melhorará sua competitividade. Nesse sentido, Golfarb defende que há de se repensar a carga tributária sobre itens específicos, além de abrir linhas de financiamento. "Não faz sentido pagar imposto em itens de segurança, como air bag, por exemplo. Desonerar itens de segurança e meio ambiente, além de melhorar a equação de custos das montadoras, traz menos impacto aos cofres públicos que a isenção do IPI, por exemplo", afirmou, citando o Imposto sobre Produtos Industrializados.

 

"Não acredito que as coisas, no Brasil e no mundo, serão como antes da crise. Por isso, é preciso repensar o modelo produtivo. Estamos mais preocupados com o cenário de investimento e produtividade", disse nesta terça-feira, 13, o executivo, que participou do Congresso Autodata, realizado em São Paulo.

 

As expectativas de Golfarb para a indústria automobilística são positivas. Em vez dos 3 milhões de veículos vendidos projetados pela indústria para 2009, a Ford espera vendas de 3,1 milhões de unidades. Em 2010, esse número deve subir 5% comparativamente ao ano anterior. Segundo ele, darão suporte à indústria automobilística brasileira o aumento da oferta de crédito, a tendência de crescimento da renda da população, especialmente da classe "C", e a queda dos juros. "Tudo isso vem minimizar a volta do IPI à alíquota cheia."

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