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Ford prevê crescimento de 9,9%

Número é superior ao da Anfavea, que espera 6,4%

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

19 de agosto de 2009 | 00h00

A Ford, quarta maior montadora do País, projeta para este ano crescimento de 9,9% nas vendas totais de veículos, para 3,05 milhões a 3,1 milhões de unidades. O número é superior ao da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que espera resultado 6,4% maior que o de 2008, com 3 milhões de unidades.Para 2010, a empresa aposta em novo aumento de 3% a 5%, segundo informou ontem o presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, primeiro executivo de montadora a divulgar previsões para o mercado doméstico no próximo ano. "O crédito está voltando forte, a venda de carros usados começa a se recuperar e a confiança do consumidor também está melhorando", diz o diretor de vendas e marketing, Jorge Chear.Segundo ele, as projeções levam em conta a volta gradual da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)de outubro a dezembro. Chear acredita que toda a indústria deve repassar gradualmente o aumento das alíquotas, mas alguns produtos poderão ter os preços mantidos em forma de promoções.A Ford, que completou 90 anos no Brasil em maio, comemora também seu oitavo ano seguido de crescimento em vendas. Em 2001, a marca vendeu cerca de 120 mil veículos, volume que este ano deve ficar perto de 300 mil. Até julho, a marca contabilizava crescimento de 12,3% (185 mil veículos), enquanto o mercado total cresceu 2,4% (1,73 milhão de unidades).A situação da matriz nos Estados Unidos também é confortável em relação a concorrentes locais. Entre as três grandes marcas americanas, foi a única que não recorreu à ajuda financeira governamental. O grupo segue com balanço negativo, mas a meta é voltar à lucratividade em 2001, afirma Oliveira.Na América do Sul, onde o Brasil responde por mais de 60% das vendas, a Ford teve lucro pelo 22º trimestre consecutivo de abril a junho, embora bem inferior ao de igual período de 2008. O ganho foi de apenas US$ 86 milhões, ante US$ 388 milhões um ano atrás. Segundo Oliveira, o aumento nos custos de produção, puxado pelas commodities, e a necessidade de colocar mais dinheiro no mercado para dar descontos maiores aos clientes, além da queda nas exportações, explicam o ganho menor na região.

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