Fornecedora da OSX pede recuperação

Dona de um estaleiro em Itajaí (SC), a Amal Construções Metálicas entrou em recuperação judicial. A empresa de capital português foi atingida pelos problemas de seu principal cliente, a Integra Offshore, um consórcio formado pela OSX e a Mendes Júnior para construir as plataformas P-67 e P-70 da Petrobrás. A Amal foi contratada como fornecedora de quatro módulos em outubro de 2013, mas passou a enfrentar dificuldades para se financiar diante da crise financeira da empresa de Eike Batista e do envolvimento da Mendes Júnior na Operação Lava Jato.

MARIANA DURÃO, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2015 | 02h03

A crise dos sócios da Integra é o principal argumento usado pelos advogados do escritório Siqueira Castro Advogados no pedido de recuperação judicial da Amal, que tem dívidas de R$ 96 milhões. Entre os maiores credores está o Bradesco, que financiou a construção do estaleiro da Amal no Brasil. O projeto, iniciado em 2013, custou R$ 30 milhões. A garantia do financiamento era do Banco Espírito Santo (BES) - dono de 30% do Grupo Amal -, mas acabou se frustrando depois que o banco português entrou em derrocada financeira em 2014. Segundo o pedido de recuperação encaminhado à Justiça, o Bradesco desistiu de bancar a obra e a Amal teve dificuldade de se financiar. A empresa alega que não conseguiu receber da Integra os valores de serviços que vinham sendo executados fora do contrato, A Amal tem cerca de mil funcionários no País e não pensa em demitir no momento, segundo seu advogado. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.