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Fornecedores provocam atrasos

Falta de capacidade instalada é problema grave, diz Lula

O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2007 | 00h00

Preocupado com os atrasos em obras da Petrobrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governo vai criar um programa de incentivo à ampliação da indústria fornecedora de bens e serviços ao setor de petróleo no Brasil. Para Lula, o setor vive um ''''problema grave'''' de falta de capacidade instalada.Segundo ele, a Petrobrás fará reuniões com os fornecedores. ''''É para que a gente possa anunciar programas de governo, com financiamento para essas empresas aumentarem sua capacidade produtiva.''''As declarações foram dadas após reunião com a direção da Petrobrás, onde foram avaliados os projetos da empresa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no qual a estatal se compromete, ao lado de seus parceiros, com R$ 171,7 bilhões. Lula admitiu que a companhia vem enfrentando diversos obstáculos para tocar as obras, que vão desde entraves ambientais a dificuldades na aquisição de equipamentos.''''O problema grave é que, diante de tantas encomendas, não somente da Petrobrás, fornecedores que antes podiam atender aos pedidos em 60 ou 90 dias hoje só podem atender em 400 dias porque a sua capacidade se exauriu'''', afirmou Lula. ''''Com o aumento no preço do petróleo, todo o mundo quer encontrar mais reservas, fazer novas plataformas, buscar mais petróleo e para isso é preciso também que a indústria fornecedora faça mais fábricas.''''O Estado alertou para esse problema em reportagem, no domingo, apontando que, em razão da construção de plataformas, por exemplo, a Petrobrás vai produzir este ano 380 mil barris de petróleo por dia a menos que o previsto em 2003.As plataformas P-54, P-55 e P-57, por exemplo, estavam previstas para entrar em operação entre 2006 e 2007, mas ainda estão em negociação com estaleiros. Juntas, as três têm capacidade de produzir um total de 460 mil barris por dia.Na reunião, Lula foi informado de detalhes de problemas que vêm emperrando obras da estatal incluídas no PAC, como a ação movida pelo advogado José Maurício de Barcellos contra o gasoduto Campinas-Rio. ''''Faltam apenas 600 metros para concluir e tem um cidadão, que é dono de uma propriedade e está pedindo 20 vezes o que vale o terreno'''', disse Lula.

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