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Fornecimento de gás para a Argentina já está normalizado

O fornecimento de gás da Bolívia para a Argentina foi normalizado na madrugada desta terça-feira, segundo informações do presidente do comitê cívico de San José de Pocitos, Gualberto Durán. "Às 5 horas da manhã, o Exército e a polícia intervieram nas instalações da petrolífera Transredes e às 7 da manhã, o bombeamento de gás para a Argentina foi restabelecido", afirmou Durán. O gasoduto que abastece a Argentina foi fechado por causa de um protesto na fronteira entre os dois países, por um período de aproximadamente 14 horas, afetando especialmente Córdoba e as províncias do Norte argentino.Moradores das cidades de San José de Pocitos, do lado boliviano, e de Salvador Mazza, do lado argentino, protestam contra a aplicação de elevadas taxas de imigração e de medidas para frear o contrabando de mercadorias na fronteira. Segundo Durán, por conta das medidas, o comércio do lado boliviano caiu quase 80%. A mobilização popular também incluiu, no final de semana, a interrupção do trânsito na fronteira e o pedido para a construção de uma nova ponte internacional.A Bolívia exporta diariamente cerca de 7 milhões de metros cúbicos de gás natural ao mercado argentino. O protesto na fronteira ocorre em um momento de crise na Bolívia por causa do processo de nacionalização dos hidrocarbonetos. A Argentina tem importa o gás boliviano através de um gasoduto que une ambos países pela Província de Salta. Do volume importado, o mercado argentino costuma utilizar efetivamente entre 4 a 4,5 milhões de metros cúbicos diários, que cobrem 5% da demanda do país, estimada em 100 milhões de metros cúbicos diários.Segundo fontes, esse volume, embora pequeno, é utilizado para manter o nível do fornecimento de gás para os principais clientes residenciais, industriais e postos de serviços, além das centrais elétricas. No setor, estimam que se houver uma interrupção de gás mais prolongada que a de segunda-feira, a Argentina sofreria as conseqüências. "Nós podemos suportar um protesto de 24 horas mas mais que isso não. Os primeiros problemas ocorreriam com as exportações para o Chile, e depois com as centrais de geração elétrica", explicou uma das fontes ouvidas pela Agência Estado.

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