Fornecimento de gás será reduzido para conserto de duto

O governo determinou nesta sexta a redução provisória de 72% no suprimento de gás natural para as termelétricas que atendem ao Sistema Elétrico Interligado (equivalente a todo o País, exceto áreas na Região Norte); uma redução, também provisória, de 51% no consumo próprio de gás natural da Petrobras em suas refinarias; uma redução de até 12% na oferta de gás para as distribuidoras de gás natural nos Estados. Segundo o governo, porém, essa redução no fornecimento às distribuidoras estaduais não deve afetar o fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV) e nem o dos consumidores residenciais, mas, sim, o fornecimento a grandes consumidores, como as indústrias. Devido à complexidade técnica dessas medidas, o governo estima que elas só deverão estar plenamente implementadas à zero hora de terça-feira. As medidas foram anunciadas pelo Ministério de Minas e Energia, Silas Rondeau, devido ao rompimento de um duto de condensado da Petrobras na Bolívia, ocorrido entre sexta-feira e sábado passados por causa de chuvas fortes que caíram naquele país. As reduções na oferta de gás valerão até que o duto esteja consertado. Na quinta-feira, o ministro havia dito que o conserto do duto poderia demorar cerca de 20 dias. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o condensado é um produto extraído junto com o gás natural e que pode ser utilizado para produção de gasolina, diesel e gás de cozinha. Toda vez que é extraído gás natural num poço, necessariamente também sai condensado. Se há um problema no escoamento do condensado, isso acarreta problemas também para a produção de gás natural, que tem que ser reduzida. Segundo o governo, a energia que deixará de ser produzida pelas termoelétricas em função do recebimento de menos gás será compensada pela produção das hidrelétricas, que estão com reservatórios cheios. Portanto, segundo o governo, não haverá nem problema de suprimento de energia elétrica, nem nos custos dessa energia. O Ministério informou também que recebeu a pronta colaboração do governo boliviano, que ficou de dar o suporte necessário para que o problema técnico seja superado. As decisões foram tomadas durante reunião dentre o Ministério e dirigentes da Petrobrás, da Agência Nacional do Petróleo e representantes das distribuidoras de gás natural.

Agencia Estado,

07 Abril 2006 | 20h50

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