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Fortalecimento fiscal aceleraria grau de investimento

A agência de classificação de risco Standard & Poor´s disse que o fortalecimento dos indicadores fiscais e uma perspectiva de tendência de crescimento econômico mais robusto fortaleceriam a qualidade do crédito do Brasil e, com isso, "a possibilidade e o ritmo no qual o país poderia alcançar o grau de investimento". Num relatório no qual avalia as diferenças entre a situação econômica do País entre 2002, na última eleição presidencial, e a atual, a agência observa que "a resolução dessas fraquezas vão exigir um comprometimento político amplamente alicerçado em várias partes e níveis" do futuro governo federal. A analista da S&P, Lisa Schineller, ressaltou que os indicadores brasileiros registram uma acentuada melhora ao longo dos últimos quatro anos, reduzindo a vulnerabilidade do País. "A inflação e as expectativas inflacionárias estão bem contidas e abaixo do centro da banda da meta de 4,5%", disse Schineller. "Portanto, a Selic deverá continuar a declinar ao longo do restante deste ano."Ela observou que desde 2002, o forte crescimento econômico mundial, aliado às políticas aplicadas no Brasil, levou os mercados a avaliarem mais positivamente "a capacidade e disposição do país honrar suas obrigações de uma maneira sensata". Essa avaliação, explicou, é baseada é julgamentos qualitativos, como a maior confiança na capacidade do governo Lula administrar a economia, como também quantitativos, "como por exemplos as vastas melhoras nas dinâmicas externa e fiscal" do país. Segundo a analista, a combinação da "melhora na composição da dívida e a combinação de um suficientemente alto superávit primário deverá manter o déficit nominal em seu atual patamar mais baixo" no médio prazo. "Mas o Brasil precisa continuar a registrar superávits primários altos para manter a dívida numa trajetória declinante", disse.No entanto, Schineller observou que apesar da melhora nos fundamentos do país, suas fragilidades remanescentes "ainda demandam reações políticas corretivas, imediatas diante de choques". A analista ressaltou que o Brasil ainda tem uma classificação de risco especulativa. "As duas áreas de fraqueza econômica que se destacam quando o Brasil é comparado com países da faixa inferior do grau de investimento são a ainda elevada carga fiscal e as perspectivas de crescimento menores do país - que estão inextricavelmente relacionadas" , afirmou.

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