Forte nos esportes, Umbro vira fashion

A fabricante inglesa de artigos esportivos Umbro, adquirida pela Nike há três anos, vai diversificar globalmente seu mix de produtos. Conhecida mundialmente pela comercialização de itens para a prática de futebol (é a fornecedora de camisas para times de futebol como o Santos e o Manchester City, da Inglaterra), a marca quer entrar no bilionário mercado de sportwear. "As roupas casuais esportivas movimentam US$ 80 bilhões no mundo", diz Sylvio Teixeira, diretor geral da Umbro no Brasil. "O mercado de confecção para futebol representa no máximo 10% disso." Segundo Teixeira, a meta é que a nova linha de produtos responda por até 35% do faturamento da Umbro até 2014.

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

A Umbro, na verdade, está fazendo o caminho de volta às origens. Fundada em 1924, em Manchester, na Inglaterra, a empresa manteve roupas casuais no seu portfólio até se tornar a marca das chuteiras, seu carro-chefe. A linha sportwear contará com tênis com grafismos, camisetas, jaquetas e bermudas, entre outros. Atualmente, os itens esportivos da marca são vendidos em pontos de vendas especializados em esportes, mas a ideia é ampliar os canais para lojas multimarcas e de grifes de moda focadas no público jovem. "Queremos conquistar os adolescentes", afirma Teixeira. Para isso, a empresa vai direcionar as ações de marketing para canais como mídias sociais, eventos esportivos e veículos impressos focados no público jovem.

A Umbro é operada no Brasil pela gaúcha Dass, que tem ainda em seu portfólio as marcas esportivas Fila e Tryon, além da Dilly, de calçados femininos. Com 10 mil funcionários, o grupo opera 11 fábricas próprias no País, espalhadas pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Ceará, além de plantas na Argentina e China. Cerca de 85% dos produtos que são vendidos pela marca no Brasil saem das fábricas da Dass, e o restante é importado. Com a entrada na moda sportwear, a Umbro do Brasil espera aumentar em 30% o seu faturamento (não revelado) este ano. "A partir de 2011 até 2014, devemos crescer entre 20% e 25 % ao ano", diz Teixeira.

Azul e Nestlé fecham parceria

A Nestlé e a Azul fecharam uma parceria, por um valor não divulgado, que vai levar literalmente ao ar os chocolates da subsidiária brasileira da empresa suíça. O contrato prevê a envelopagem de 15 das 22 aeronaves da companhia aérea, com estampas das marcas Suflair, Especialidades e do slogan "Eu sou Chocolover". Do lado da Azul, o acordo garante receitas adicionais durante um ano, período da promoção. "Em aviação, qualquer real que entra é bom", diz Gianfranco Beting, diretor de marca da Azul. Do lado da Nestlé, o retorno esperado é a expectativa de uma visibilidade mais ampla da marca com a nova proposta de mídia, que chega a diferentes cidades num mesmo dia. "É uma mídia ainda pouco explorado, por isso chama muito a atenção", diz Izael Sinem Junior, diretor de marketing da Nestlé.

No meio do caminho dos parceiros, surgiu um obstáculo. Por conta da lei da Cidade Limpa, em São Paulo, as aeronaves com adesivos da Nestlé não poderão operar no aeroporto de Congonhas.

R$ 7,8 bi

é o total movimentado pelo comércio eletrônico no País nos sete primeiros meses do ano, de acordo com a Fecomércio.

MÓVEIS

Ornare planeja crescer aqui e lá fora

A Ornare, fabricante paulista de armários e móveis para cozinha e banheiro, está com planos de crescimento nos Estados Unidos e no Brasil. Nos EUA, onde montou seu primeiro showroom em Miami, há quatro anos, e sobreviveu ao pior da crise imobiliária, pretende instalar novas unidades em Nova York, Chicago, Los Angeles e Washington. A primeira delas é a de Nova York, que será entregue até o final de 2011. Cada uma receberá um investimento estimado de US$ 1 milhão. "Apesar de ser um mercado muito competitivo, estamos conseguindo nos fixar nos EUA", diz Murillo Schattan, controlador da Ornare. No Brasil, a meta da Ornare é aumentar sua rede de lojas, de seis para 16, pelo sistema de franquias. No radar, estão Manaus (AM), Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Ribeirão Preto.

MARKETING

Rapp exporta ferramenta made in Brazil para a matriz

Ricardo Pomeranz, diretor da área digital da Rapp, agência de marketing do megaconglomerado americano Omnicom, que faturou US$ 11,7 bilhões em 2009, vai levar aos mercados americano e europeu uma ferramenta de canais de marca desenvolvida por sua equipe brasileira. O primeiro passo é implantar a ferramenta, que analisa o hábito dos consumidores por meio da internet, nos Estados Unidos e, em seguida, nas filiais europeias da Rapp.

SUPERMERCADOS

Apas vai aos EUA para aprimorar gestão

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), João Galassi, está embarcando para os Estados Unidos em busca de novos métodos de gestão para os associados de São Paulo, que faturaram R$ 54,7 bilhões em 2009. Nesta semana, Galassi se reúne com a parceira Iga, entidade que representa os pequenos e médios mercadistas americanos, que tem como seu presidente o brasileiro Paulo Goelzer. Segundo Galassi, a ideia é avançar em áreas que os americanos tem grande expertise, como logística e gestão financeira.

INFRAESTRUTURA

BID discute oportunidades com as PPPs no Brasil

O advogado Luiz A. Sette, do escritório Azevedo Sette, será o palestrante de um seminário interno promovido para o setor de infraestrutura e para o departamento financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, na quarta-feira (29). O tema do evento são as oportunidades de investimentos em infraestrutura no Brasil, em particular as geradas pelas Parcerias Público-Privadas (PPPs). Sette leva consigo uma lista de 34 negócios promissores na área.

BRAZIL SUMMIT

Economist discute oportunidades no País

Cerca de 200 empresários, executivos e economistas brasileiros são esperados para o Brazil Summit, promovido pela revista inglesa The Economist, no dia 9 de novembro, no hotel Sheraton WTC, em São Paulo. Com o título "Taking Off" (decolando, em inglês) o evento discutirá as oportunidades de negócios e de investimentos no País, bem como o que deve ser feito para sustentar o dinamismo da economia.

O Brazil Summit contará com a presença do editor-chefe da Economista, John Micklethwait.

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