Fortes considera "excelente" acordo entre Brasil e Argentina

O secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fortes, considerou que os acordos de fogões e de geladeiras, assinados ontem à noite, "foram excelentes". Ele explicou que no caso das geladeiras, por exemplo, o acordo vai terminar com as acusações argentinas de "invasão" deste produto. Além de permitir que o Brasil exporte uma cifra muito maior do que foi acertado até 30 de setembro próximo (42.370 mil unidades), e do que será acertado a partir de primeiro de outubro.Segundo seu raciocínio, o mercado argentino vai continuar crescendo e o Brasil terá que complementar a demanda local porque a indústria argentina de geladeiras não tem capacidade de abastecimento de todo o mercado. "O acordo é muito bom", exclamou bem humorado, explicando que a comissão instalada ontem terá um prazo de 60 dias para estudar o tamanho do mercado argentino, no qual o Brasil pretende manter sua presença em torno de 60% das geladeiras vendidas ao consumidor argentino.Reações contráriasDe fato, a Argentina não suspendeu as restrições à importação de produtos brasileiro. Apenas determinou cotas para o comércio de produtos da linha branca. O que já se percebe é que o acordo entre Brasil e Argentina sobre fogões, que limita as exportações brasileiras em 90 mil unidades em 2004 e 47, 5 mil unidades no primeiro semestre de 2005, acabou ficando aquém do que estava praticamente fechado entre o setor privado dos dois países antes da crise.Segundo informara o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Paulo Saab, em 6 de junho, o acordo então em negociação caminhava para limitar os embarques de fogões para a Argentina a 95 mil unidades em 2004 - volume intermediário entre os 100 mil propostos pelo Brasil e os 90 mil defendidos pela Argentina.Veja mais informações sobre o assunto nos links abaixo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.