Fortes oscilações nos mercados

A Bovespa fechou em alta de 2,49%, depois de um dia de fortes oscilações, com destaque para Gerasul ON - ações ordinárias, com direito a voto -, que subiram 14,29%. Alguns outros papéis tiveram altas superiores a 5%, mas o que chama a atenção são as oscilações das ações da Cesp nos últimos dias, dados os rumores da semana passada de que o governo paulista assumiria parte das dívidas da empresa. As ações preferenciais - PN - sem direito a voto - fecharam em alta de 5,90%. Petrobras ON, o papel que o governo leiloará possivelmente no dia 8 de agosto, fechou em R$ 48, com alta de 2,13%. Fortes quedas durante a manhã, que se reverteram à tarde A manhã foi de quedas, com a apreensão em relação ao depoimento do ex-secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge, na subcomissão do Senado que investiga o desvio de verbas das obras do tribunal trabalhista de São Paulo. Também foi nesse período que se observaram quedas nas bolsas de Nova Iorque. Porém, com o início do depoimento, sem que se revelassem fatos comprometedores para o alto escalão do governo, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a subir. Coincidentemente, à tarde, as bolsas norte-americanas também começaram a subir, reforçando os resultados da Bolsa paulistana. O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - fechou em alta de 0,18%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 2,77%.A maior apreensão, no exterior, continua sendo a decisão sobre a taxa de juros dos Estados Unidos, que será tomada na reunião do FED - banco central norte-americano-, dia 22. Amanhã saem dados a respeito da taxa de desemprego dos EUA, um forte indicador de pressão inflacionária. Se o indicador se mantiver dentro das expectativas, revelando desaquecimento da economia norte-americana, o Fed pode não aumentar as suas taxas de juros, o que deve trazer altas às bolsas no mundo todo. Juros e dólar retomam tendência de queda As pequenas altas nos juros observadas nos últimos dias pareciam, para muitos operadores, mais o resultado de operações pontuais, dada a ausência de fatos novos relevantes para o mercado. Com isso, hoje as taxas retrocederam, ajustando-se ao panorama mais amplo de tendência de queda das taxas, confirmada pela análise de vários bancos e declarações do presidente do Banco Central. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,500% ao ano, frente a 17,750% ao ano ontem. E o dólar fechou em R$ 1,7940, com queda de 0,11%. O início da manhã registrou altas devido a remessas da operação de venda de parte das ações da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) para a Brasil Telecom, conforme apurou a editora Cristina Canas. Mas, logo em seguida, as cotações voltaram a cair, devido ao forte fluxo de divisas entrando no Brasil. Os investidores internacionais mantêm-se otimistas em relação ao Brasil.

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