Fórum começa hoje no Rio, sem Dilma

Expectativa de organizadores do Fórum Econômico da América Latina é que a presidente possa ir amanhã, segundo e último dia do evento

Fernando Dantas / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

A presidente Dilma Rousseff cancelou sua apresentação hoje no Fórum Econômico Mundial na América Latina de 2011, a ser aberto no Hotel Intercontinental, no Rio. A expectativa agora é de que Dilma possa comparecer amanhã, segundo e último dia da reunião.

O encontro do Rio faz parte da programação regional do Fórum Econômico Mundial, célebre pelas reuniões anuais em janeiro em Davos, na Suíça. O evento latino-americano deve contar este ano com a presença de cerca de 700 participantes, entre empresários, autoridades de governo, economistas e ativistas sociais.

"O tema principal é a década da América Latina, ver o que podemos chegar a ser nos próximos dez anos", explica Frederico Fleury Curado, presidente da Embraer, que é coorganizador do encontro. Para ele, "é muito bom que seja no Brasil, que mais uma vez fica em posição de destaque e protagonismo".

Algumas das estrelas internacionais do Fórum no Rio serão Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e atual representante da ONU para o processo de paz no Oriente Médio; Vikram Pandit, principal executivo do Citibank; Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial; José Miguel Insulza, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA); Luis Moreno, presidente do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Jorge Castañeda, ex-secretário de Relações Exteriores do México; Ricardo Hausmann, economista de Harvard; e Bill Rhodes, negociador da dívida externa latino-americana nos anos 80 e consultor sênior do Citibank.

Entre os brasileiros do setor público, os destaques, além de Dilma, se vier, são os governadores do Rio e de São Paulo, Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin; os ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central (BC) e futuro presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO); Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); e Jorge Hage Sobrinho, ministro da Controladoria-Geral da União.

No setor privado, alguns dos principais nomes são Curado, da Embraer; Carlos Fadigas, do grupo Brasken; Martin Sorrell, do grupo publicitário britânico WPP; Vitor Hallack, chairman do grupo Camargo Correa; Ricardo Villela Marino, do braço latino-americano do Itaú; Pedro Parente, presidente da Bunge no Brasil; Reinaldo Garcia, presidente da G&E Brasil e na América Latina; Jan Flachet, presidente da GDF Suez América Latina; Joaquim Levy, da Bradesco Asset Management; Nizan Guanaes, chairman do grupo ABC; e Luiz Fernando Furlan, do Conselho da Brazil Foods.

Cenário

FREDERICO CURADO

PRESIDENTE DA EMBRAER

"O tema principal (do Fórum) é a década da América Latina, ver o que podemos chegar a ser nos próximos dez anos. É muito bom que (o evento) seja no Brasil, que mais uma vez fica em posição de destaque e protagonismo"

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