Fórum Econômico Mundial espera recorde de participantes

O Fórum Econômico Mundial que será realizado em Nova York do dia 31 de janeiro a 4 de fevereiro terá uma participação recorde de líderes empresariais, sindicais e religiosos, além de chefes de Estado e de governos de vários países, informou o diretor do Centro para Agenda Global do Fórum, José María Figueres. Com o tema "Liderança em Tempos Frágeis, uma Visão para o Futuro Compartilhado", o Fórum, pela primeira vez, deixa de ser realizado em Davos, na Suiça, e sua vinda para NY mobilizou um forte esquema de segurança policial para proteger os estimados 2.700 participantes de 106 países. Deste total de participantes, cerca de 720 são de países em desenvolvimento. Estão sendo esperados representantes de 120 ONGs, 40 líderes religiosos, 40 líderes sindicais e 300 líderes políticos, entre chefes de governo, ministros, embaixadores e chefes de organizações internacionais. O Fórum concentrará suas discussões em torno da frágil economia mundial e dos desafios que o mundo enfrenta após os atentados terroristas de 11 de setembro. Segundo o chefe de estratégias regionais do Fórum, Frédéric Sicre, o Fórum terá neste ano uma participação sem precedentes de governantes de países islâmicos, entre os quais o novo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, além de autoridades do Irã, Malásia, Indonésia, e membros da família real da Arábia Saudita. "Essa forte participação de países islâmicos mostra o grande relacionamento entre os líderes dessa região e do Fórum, que é visto por eles como espaço equilibrado para o diálogo", afirmou Sicre. Os representantes do Fórum Mundial estimam que o benefício econômico direto para a cidade de Nova York com a realização do Fórum será entre US$ 12 milhões e US$ 18 milhões, montante que deverá se elevar com os vários eventos paralelos previstos para acontecer na cidade. Os seis principais temas do Fórum são: 1) Restaurando o crescimento sustentado; 2) Discutindo segurança e vulnerabilidades; 3) Redefinindo os desafios empresariais; 4) Reduzindo a pobreza e atingindo a igualdade; 5) Compartilhando valores e respeitando diferenças; 6) Reavaliando liderança e o conceito de governança.

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