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Fórum Econômico terá encontro especial em São Paulo em abril

O Fórum Econômico Mundial (FEM) realizará nos dias 5 e 6 de abril um encontro em São Paulo sobre os caminhos para reforçar a presença na economia global da América Latina, a grande ausente da atual edição do evento, encerrada neste domingo na cidade suíça de Davos.Durante a reunião, à qual devem comparecer cerca de 250 empresários, políticos e representantes da sociedade civil, se discutirá sobre como tirar o máximo proveito econômico e social das mudanças políticas observadas na região.Sob o título geral de "A construção de uma América Latina mais forte na economia global", sua agenda inclui reuniões sobre o valor do crescimento econômico, da igualdade social, do respeito ao meio ambiente e da diversidade cultural.Além disso, se discutirá a gestão de riscos regionais, a melhoria da competitividade e a capacidade de atrair investimentos da região, cuja economia cresceu em 2004 a uma taxa média de 5,6%, a mais alta desde 1980.Entre as autoridades brasileiras que devem comparecer ao encontro, estão os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e da Agricultura, Roberto Rodrigues, além do presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles.No evento, também se aguarda a presença do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e do ex-ministro da Economia da Argentina e diretor-executivo da Comissão para a América Latina e Caribe das Nações Unidas (Cepal), José Luis Machinea, assim como a do economista americano John Williamson, entre outros.Outras presenças previstas são do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Moreno Ocampo, e do representante da América Latina e Caribe no Banco Mundial (BM), Guillermo Perry.A agenda da edição deste ano da reunião internacional em Davos deixou de lado os assuntos relacionados à América Latina para fixar-se mais nas duas principais economias emergentes, a China e a Índia, assim como o impacto no resto do mundo de seus espetaculares crescimentos econômicos.Assim, nesta edição, não houve nenhum chefe de Estado latino-americano entre os convidados pelo Fórum e nela somente se realizou um jantar-debate privado, na qual se defendeu a necessidade de a região aumentar seus esforços para ganhar produtividade e competitividade."Nos últimos anos, embora a América Latina tenha sido um dos assuntos centrais, quando começamos a organizar esta edição havia vários processos eleitorais em curso", argumentou o próprio presidente e fundador do fórum, Klaus Schwab, reconhecendo a ausência da região no evento central em Davos.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2006 | 23h01

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