Fórum pede regras em defesa da estabilidade

Além de novas normas, é preciso investimento público

Efe, ROMA, O Estadao de S.Paulo

14 de fevereiro de 2009 | 00h00

Mais capital, mais reservas e mais normas de vigilância para o sistema financeiro internacional são os três principais pontos da proposta que o Fórum de Estabilidade Financeira, formado por ministros da Economia do Grupo dos Sete países mais desenvolvidos, apresentará na próxima reunião do G-20 em Londres. Assim informou Mario Draghi, governador do Banco da Itália e anfitrião do Fórum, durante a coletiva de imprensa realizada ao fim das reuniões do G-7.O trabalho do Fórum de Estabilidade Financeira será o de "desenhar as regras e assegurar que elas sejam desenhadas da mesma forma em todas as praças financeiras do mundo", afirmou o governador do Bando da Itália. Ele acrescentou que "fazer com que as regras sejam observadas é uma tarefa que compete, em primeiro lugar, aos supervisores nacionais, e, em segundo lugar, ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Ao FMI cabe observar essas regras nas visitas que faz aos países do G-20 e assegurar que a estrutura financeira seja adequada."O G-20 é composto pelos países do G-7 (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Japão), mais União Europeia, Coreia do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e Rússia. A próxima reunião de Cúpula do G-20 está marcada para o dia 2 de abril na capital britânica.No comunicado final do encontro realizado ontem em Roma, os ministros da Economia do G-7 declararam estar de acordo em relação à necessidade de se reformar o Fundo Monetário Internacional: "Concordamos que um FMI reformado, reforçado com recursos adicionais, é crucial para responder com eficácia e flexibilidade à atual crise financeira internacional."Os ministros de Economia dos países do G-7 iniciaram os trabalhos do Fórum de Estabilidade Financeira com um jantar no sábado à noite e terminaram com o documento final divulgado ontem.O documento acrescenta ainda que a forte recessão já se traduziu em uma significativa perda de postos de trabalho e que ela durará durante todo o ano de 2009.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.